Editado em 01/07/09
Eu ainda me lembro de quando assisti no Fantástico o clipe da música “Black or White”. A parte que mais me marcou foi aquele finalzinho, onde trocavam as pessoas num efeito superbacana de computação. Naquela época eu não fazia idéia da mensagem dessa música. Só sabia que ela me fazia ficar cantando o dia todo: “tan-tan-tan black OU white”…
Depois disso fui ouvindo minha mãe falar sobre ele, contar sobre os Jackson 5. Eu não conseguia entender como aquele garotinho negro tinha virado aquele homem branco de nariz fino. Mas tudo bem, não era da minha conta. Só sabia que ficava hipnotizada quando o via dançar e que as músicas dele, apesar de não conhecer muitas, não me deixavam ficar quieta quando ouvia. Tinha que tentar fazer as dancinhas e morria de inveja de quem conseguia fazer o famoso “moonwalk”.
E então ele começou a aparecer na mídia com as bizarrices. Máscaras, filhos de aluguel, nariz cada vez mais fino, acusações de pedofilia… Tudo o que eu sentia era pena. Achava ridículas as piadinhas que faziam a seu respeito. Não conseguia ver maldade naquela cena que a mídia fez tanto alarde ao vê-lo mostrar o bebê na janela de um hotel. Ainda hoje não sei se acredito nas acusações de pedofilia… Eu só via um cara frágil e desequilibrado, precisando de proteção.
E agora ele se foi. Será que encontrou a paz de espírito? Não sei. Só espero que ele consiga sentir o quanto é querido por seu público e o quanto o mundo está sentindo a sua falta. Só espero que ele saiba que conseguiu ser imortal. Um ídolo e um ícone que vai ficar pra sempre marcado na história do mundo.
Fique em paz, Michael. É tudo o que desejo a você.
Abaixo o clipe que me fez gostar de Michael Jackson: “Black or White”.