Peguei o Bonde Andando…

segunda-feira
jul 13,2009

Recebi este e-mail de uma amiga e, ao clicar nos links, percebi que a coisa era séria e estou apoiando esta causa!

Projeto de lei obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas Públicas

Uma ideia muito boa do Senador Cristovam Buarque.

Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As consequências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.

SE VOCÊ CONCORDA COM A IDEIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.

Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.

http://www.senado. gov.br/sf/ atividade/ Materia/detalhes .asp?p_cod_ mate=82166
http://legis. senado.gov. .br/mate- pdf/10943.pdf

E então? Você concorda com essa lei? Por quê? Vamos debatê-la de forma saudável.

Mensagem da Semana – 7ª Edição

domingo
jul 12,2009

Já que mudei o dia do meu Evangelho no Lar, resolvi mudar aqui também a mensagem da semana. Será agora aos Domingos, para que vocês comecem a semana com uma boa mensagem para refletir. E a de hoje é lindíssima e é uma história real.

A Força da Fé

“Quando o amor e a fé estão juntos, não existem limites para a esperança”…

“Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:
‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’.
Houve, nesta época, um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções existentes na cidade.
O homem, no momento do terremoto, estava numa estrada. Ao ver o ocorrido, correu para a casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho, nesta hora, estava na escola.
Foi imediatamente para lá e chegando, encontrou-a totalmente destruída. Não restou uma única parede em pé.
Tomado de uma enorme tristeza e desespero, ficou ali ouvindo, no seu íntimo, a voz feliz de seu filho e sua promessa:
‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’.
Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam. Mentalmente percorreu inumeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando a sua mãozinha. O portão (que não mais existia), corredor, olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava ao corredor e o olhava ao entrar na sala.
Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão, corredor, virou à direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa: ‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’. E ele não estava lá na hora do terremoto.
Começou a cavar som as mãos. nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo dizendo:
-Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
Ao que ele retrucava:
-Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrevivido ninguém. Havia outros locais com mais esperança.
Mas este homeme não esquecia sua promessa ao filho e a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
-Você vai me ajudar?
Mas eles também o abandonavam.
Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa.
-Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram ajudá-lo, pois continua havendo explosões e incendios. Ele retrucava:
-Você vai me ajudar?
-Você está cego pela dor e não encherga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.
-Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.
Cinco, dez, vinte e quatro, trinta horas se passaram. Já exausto dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que, ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
-Pai… estou aqui!
Exultante e feliz, o pai teve um descontrole de alegria e fazia mais força para abrir uma vão maior e perguntou:
-Filho, você esta bem?
-Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
-Tem mais alguém com você?
-Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.
Apenas conseguia-se ouvir seus gritos de alegria.
-Pai, au falei a meus amigos que podiam ficar sossegados, pois meu pai iria nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora: “Haja o que houver, meu pai estará sempre a meu lado.”
-Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
-Não deixe eles saírem primeiro. Eu sei que “haja o que houver, você estará me esperando!

LEGRAND. Códigos Eternos – Caminhos e atalhos para aqueles que buscam felicidade e
equilíbrio. 3ª Edição, Editora Soler. Belo Horizonte, 2007.

“Pra Inglês Ver”

quinta-feira
jul 9,2009

Esses dias eu estava conversando com uma amiga e ela falou que ia arrumar algumas coisas “pra inglês ver”. Eu nem sou curiosa, né? E já fui logo procurar a origem dessa expressão. Porém, para minha surpresa, encontrei várias explicações!

Lá no site da Revista SuperInteressante, li que em 1831, época do Governo Regencial no Brasil, a Inglaterra, visando seus próprios interesses comerciais, começou a pressionar o final do tráfico de escravos. Assim, o Padre Feijó promulgou uma lei que declarava livres os escravos que chegavam aqui e punia os importadores. Porém, como todo o mundo sabia que essa seria apenas uma lei do papel, começaram os rumores de que seria uma lei apenas “Para inglês ver”. Detalhe: ficamos nessa situação por 20 anos, já que o tráfico só acabou em 1852, com D. Pedro II. Essa teoria também tem no site do Wikipédia.

No Yahoo Respostas, encontrei duas explicações bem interessantes também. A primeira fala que o Almirante Jarvis estava no navio Belford para proteger a família real portuguesa, que veio fugida para o Brasil em 1808. Diz-se que quando D. João VI viu a moderna iluminação de Salvador exclamou orgulhoso: “Está bom para o inglês ver!”. A segunda diz que, quando D. João VI veio para o Brasil pediu aos ingleses que cuidassem de Portugal, já que Napoleão estava invadindo a Europa inteira. Porém, quando os metódicos, burocratas e organizados ingleses chegaram ao pequeno país lusitano, deram de cara com a desorganização geral dos portugueses. Assim, os ingleses começaram a impor regras, leis e métodos para tudo e os portugueses se viram obrigados a seguir. Mas sabemos que a coisa não foi beeem assim. Quando um general inglês ia visitar algum lugar, os portugueses escreviam um relatório pra dizer que estava tudo bem, mascarando a verdade, e deixando o inglês satisfeito na ilusão de que as regras estavam sendo cumpridas. Ainda li uma história que quem pagava as tropas portuguesas eram os ingleses e, como os ingleses achavam que os lusos eram tudo a mesma coisa, os espertos soldados começaram a entrar na fila e receber o pagamento duas vezes. Quando os ingleses descobriram, cada soldado português deveria estar acompanhado de um superior inglês, para que o “inglês que fazia o pagamento pudesse ver”. Cada coisa!

De qualquer forma, “Para inglês ver” refere-se a algo que só existe no papel. Como a Lei Seca, por exemplo… hehehehe…

sexta-feira
jul 3,2009

Faz tempo que não faço uma indicação de livros, né? Enfim, estou fazendo agora! Leiam “Sobre Meninos e Lobos” de Dennis Lehane! (Tudo bem que saiu mais como uma ordem do que como uma indicação, mas…)

Você já ouviu esse título, não é? Mas certamente o ouviu por causa do filme maravilhoso que Clint Eastwood fez com interpretações históricas de Sean Penn (Jimmy Marcus), Kevin Bacon (Sean Devine) e Tim Robbins (Dave Boyle). Eu mesma nem sabia que existia esse livro! Descobri quando percebi que não tinha gravado o final do filme (e eu fiquei sem saber quem havia matado Katie) e comecei a fuçar na internet. Encontrei o e-book e pensei: “Why not?”. E me APAIXONEI!

O livro conta a história de 3 amigos de infância: Jimmy Marcus, Sean Devine e David Boyle. Um dia, quando eles tem apenas 11 anos, estão brincando nas ruas de Boston e dois caras que se identificam como policiais os mandam entrar num carro. David é o único a obedecer e acaba sendo sequestrado pelos dois, que eram pedófilos, na verdade. Depois de 4 dias Dave consegue fugir e volta pra casa. Anos depois, Katie Marcus, a filha de 19 anos de Jimmy é encontrada morta em um parque e Sean Devine, agora um detetive da Homicídios do FBI, investiga o caso, enquanto David Boyle é um dos tantos caras que viram Katie no bar em que ela foi vista pela última vez.

A trama em si já é interessante. Mas quando você se depara com a escrita detalhada de Dennis Lehane, fica melhor ainda! Eu parecia ver o que acontecia, sentia todas as reações dos personagens, via perfeitamente os lugares descritos por ele, além de ter tido uma noção melhor sobre como funciona a polícia americana. E olha que eu nem gosto de descrições detalhadas demais. O livro foi tão bem escrito que os roteiristas do filme não tiveram problemas para adaptá-lo ao cinema, já que, ao menos até a parte em que eu vi do filme, ele é extremamente fiel ao livro – à exceção das descrições dos personagens. Aliás, eu ando vendo muitas vantagens em ver primeiro os filmes e depois ler os livros… Mas isso é assunto para outro post!

Enfim, para quem quiser uma leitura interessante para as férias, aqui fica a minha dica. “Sobre Meninos e Lobos” de Dennis Lehane, no Brasil pela editora Companhia das Letras. Eu ainda tenho o e-book. Quem quiser, é só pedir.

Homenagem a Michael Jackson

terça-feira
jun 30,2009

Editado em 01/07/09

Eu ainda me lembro de quando assisti no Fantástico o clipe da música “Black or White”. A parte que mais me marcou foi aquele finalzinho, onde trocavam as pessoas num efeito superbacana de computação. Naquela época eu não fazia idéia da mensagem dessa música. Só sabia que ela me fazia ficar cantando o dia todo: “tan-tan-tan black OU white”…

Depois disso fui ouvindo minha mãe falar sobre ele, contar sobre os Jackson 5. Eu não conseguia entender como aquele garotinho negro tinha virado aquele homem branco de nariz fino. Mas tudo bem, não era da minha conta. Só sabia que ficava hipnotizada quando o via dançar e que as músicas dele, apesar de não conhecer muitas, não me deixavam ficar quieta quando ouvia. Tinha que tentar fazer as dancinhas e morria de inveja de quem conseguia fazer o famoso “moonwalk”.

E então ele começou a aparecer na mídia com as bizarrices. Máscaras, filhos de aluguel, nariz cada vez mais fino, acusações de pedofilia… Tudo o que eu sentia era pena. Achava ridículas as piadinhas que faziam a seu respeito. Não conseguia ver maldade naquela cena que a mídia fez tanto alarde ao vê-lo mostrar o bebê na janela de um hotel.  Ainda hoje não sei se acredito nas acusações de pedofilia… Eu só via um cara frágil e desequilibrado, precisando de proteção.

E agora ele se foi. Será que encontrou a paz de espírito? Não sei. Só espero que ele consiga sentir o quanto é querido por seu público e o quanto o mundo está sentindo a sua falta. Só espero que ele saiba que conseguiu ser imortal. Um ídolo e um ícone que vai ficar pra sempre marcado na história do mundo.

Fique em paz, Michael. É tudo o que desejo a você.

Abaixo o clipe que me fez gostar de Michael Jackson: “Black or White”.

quinta-feira
jun 18,2009

Não, este não é um post romântico.

Bem, devido ao fato de eu estar temporariamente sem internet, só hoje vou conseguir contar a vocês como foi o meu “Dia dos Namorados”, numa notável referência ao já falecido blog “Senta que lá vem a história”.

Valentine’s Day

Fato 1: Para cair, Stéfanie só precisa estar de pé. MESMO!
Fato 2: Apesar dos 25 anos, Stéfanie ainda não aprendeu a andar de salto alto.
Fato 3: A Lei de Murphy insiste em persegui-la. AONDE QUER QUE ELA VÁ!
Fato 4: O Dia dos Namorados coincidiu com o festival PMW, que trouxe as bandas Ratos do Porão e Pato Fu, dentre outras.

“Eram 23 horas. Stéfanie estava em seu quarto assistindo a filmes melosos na televisão, já conformada por passar a data solitária. Terminava de fazer as unhas e já se preparava para dar um banho de creme no cabelo quando seu amigo Rodrigo apareceu em sua casa.
- Bora pro show do Pato Fu? – disse ele.
Stéfanie olhou para ele com desespero e já começou:
- Ahh não, Guigo! São 23 h e eu…
- Bora logo!
- Mas Guigo, eu não tenho roupa, não tenho sapato pra ir, meu cabelo tá horrível e eu…
- Eu vou te dar um murro! Vai logo se arrumar!!!
Diante da ameaça à sua integridade física, Stéfanie saiu resmungando pro quarto. Tomou um banho, fez uma maquiagem mais ou menos e, depois de brigar uns 10 minutos com os cabelos, resolveu deixá-los soltos mesmo. Por fim, chegou ao guarda-roupa.
Havia sido dia de lavagem de roupas, mas não de “passagem” e a única blusa mais ou menos que tinha no armário era uma fofíssima batinha roxa. O único problema com a batinha era que Stéfanie tinha apenas um sapato para combinar com ela: uma sandália plataforma. Ela pegou as sandálias, olhou, olhou e pensou: “Isso não vai dar certo”. Mas o show seria no Espaço Cultural e havia grandes chances de ser na chamada “Grande Praça”, lugar acimentado, sem grandes relevos ou obstáculos que pudessem fazê-la tropeçar. Mesmo assim, olhou novamente para o guarda-roupa na esperança de encontrar qualquer outra coisa, mas foi em vão. Vestiu a bata roxa e a sandália plataforma e seguiu para o show!
Ao chegar no estacionamento do Espaço Cultural, Stéfanie reparou que o festival seria mesmo na Grande Praça e se aliviou. Guigo cumprimentou o rapaz que estava cuidando dos carros – um ex-colega de trabalho – e os seguiram para o lugar do show.
Enquanto andava na pequena trilha de cimento no meio da grama, Stéfanie, preocupadíssima, procurava a entrada. O Espaço Cultural de Palmas tem dois planos: um na altura do estacionamento e um bem mais embaixo, na altura da avenida Siqueira Campos. A Grande Praça ficava no plano de baixo, cujo acesso é feito por uma escadaria ou por um declive no gramado que é praticamente vertical. Desesperada, Stéfanie constatou que a escadaria estava fechada e via Guigo se dirigir para o declive. Hesitante, ela foi andando atrás dele. Olhou para todas as pessoas em volta. Tinha muita gente, mas a maioria estava bêbada! Stéfanie olhou novamente para o declive. “Definitivamente, isso não vai dar certo!!”. Ao ver que Guigo já estava descendo, ela respirou fundo e foi atrás dele.
No quinto passo que ela deu no gramado do declive, VIROU O PÉ DIREITO, SE DESEQUILIBROU, APOIOU-SE NO CHÃO COM O PÉ ESQUERDO, MAS NÃO DEU CERTO! ELA VIROU O PÉ-ESQUERDO TAMBÉM E CAIU DE BUNDA NO CHÃO!
Guigo correu para socorrê-la.
- O que aconteceu? Você tá bem?
- Ai! – gemia ela – Meu pé tá doendo!
- Você torceu o pé? – disse ele preocupado.
- Acho que sim. Torci os dois!
Stéfanie pegou a sandália e viu o estrago feito: o pé direito estava totalmente rasgado, impossibilitando o sapato não apenas de ser usado, mas consertado.
- Você consegue levantar? – disse ele estendendo a mão a ela.
Stéfanie se apoiou no amigo e conseguiu ficar de pé.
- Vamos voltar à sua casa pra você trocar esse sapato.
Mancando, ela e Rodrigo voltaram até o estacionamento. Com o sapato na mão, Stéfanie evitou olhar para as pessoas ao redor. Quando passou por todos, ela começou a rir e Guigo, que estava só esperando uma oportunidade, caiu na gargalhada também.
- Por que isso acontece comigo, Guigo??? Me fala!!
- A sua sorte é que o povo tava bêbado demais pra prestar atenção em você.
Os dois chegaram ao estacionamento e, enquanto abriam o carro, o rapaz perguntou:
- Ué, já vão embora?
- Ela caiu e arrebentou a sandália. – disse Guigo às gargalhadas.
O cara riu também e Stéfanie começou a bater no amigo.
- Não precisa falar isso!!
- E eu vou dizer o quê? – disse ele ainda rindo.
- Diz que eu arrebentei a sandália, ué! Não fala que eu caí!
Guigo levou Stéfanie em casa. Ela pegou um vestidinho preto qualquer e colocou por cima da calça jeans. Calçou uma sapatilha Moleca preta, prendeu o cabelo e voltou pro carro. Guigo enxugou os olhos quando a viu.
- Tava aqui chorando de rir! – disse ele.
- Você não vai deixar isso passar, vai?
- Claro que não!
E os dois voltaram ao Espaço Cultural. Ao chegarem, Stéfanie ajeitou o vestidinho e disse confiante:
- Quero ver alguém me reconhecer agora!
Ao descer do carro, o cara do estacionamento disse às alturas:
- AHH! COM ESSE SAPATO VOCÊ NÃO CAI DE NOVO!!
Guigo voltou às gargalhadas e Stéfanie, novamente sem graça, saiu andando apressada.
- Vamos logo!!!”

Moral da história 1: Nunca, nunca e nunca use uma sandália plataforma se você não sabe onde é a entrada da festa.
Moral da história 2: Jamais caia na presença do seu amigo mais gaiato que não vai nunca esquecer o seu mico e pior: deixar você esquecer!

O melhor de tudo foi no show. Eu e o Guigo encontramos outros amigos e ficamos ali conversando. De repente, o Chrysippo, outro dos gaiatos, me puxa num canto e fala:
- Stéfanie, eu sempre tive curiosidade em saber como era descer esse declive rolando na grama. Me conta como é!
Destaque para meu olhar fuzilante para o Guigo e suas gargalhadas.

A propósito, eu ainda hoje estou com meus tendões dos pés doendo… Mas já estou bem! Depois posto pra vocês a foto do estrago da minha sandália.

AH! O show do Pato Fu foi ótimo!

quarta-feira
jun 10,2009

Desta vez na ilha de LOST… By the way, se você não assistiu à última temporada, melhor não ler. Sim, meu sonho contém spoilers.

“Stéfanie estava em um avião rumo à Los Angeles. Achou a viagem longa demais e decidiu pedir um copo de água, o que sempre faz quando está ansiosa. Apertou o botão no teto e ficou esperando a aeromoça. Uma mulher ruiva se aproximou e sorriu:
- Pois não?
Stéfanie a observou por alguns segundos. Já vira aquele rosto antes, mas onde? Não conseguia se lembrar.
- Algum problema? – perguntou a aeromoça.
- Não, não. – respondeu Stéfanie – Só quero um pouco de água. Pode me trazer?
- Claro.
A aeromoça saiu em direção ao fundo do avião. Stéfanie, ainda com aquela sensação estranha de Déjà Vu, começou a observar à sua volta e o que viu a deixou estarrecida!
Na poltrona ao lado havia um casal de coreanos. A mulher parecia bem chateada e o homem estava calado. Uma moça de cabelos cacheados estava com as mãos algemadas e o cara ao lado dela parecia ser um policial. Havia um rapaz gordo na terceira fileira, ouvindo um fone de ouvido. E um homem moreno e bem vestido tomava um gole de whisky, enquanto um belíssimo loiro resmungava mal-humorado.
- Não pode ser! – pensou Stéfanie – Estou no avião de LOST!!
Um muçulmano olhou para ela e perguntou se estava tudo bem, ao mesmo tempo em que Stéfanie viu um rapaz loiro parecido com um hobbit seguir para o banheiro.
- É o Charlie! Ele vai se drogar. É agora! – virou-se para o muçulmano – Aperte o cinto.
E foi então que as coisas aconteceram. O avião começou a tremer e, de repente, a parte traseira se soltou. O pânico se instalou, ouvia-se gritos por todos os lados! Pessoas foram puxadas para fora, poltronas voavam! Alguns tentavam se segurar com unhas e dentes e então, a próxima lembrança de Stéfanie, foi a de estar à beira da praia.
Era uma praia belíssima, daquelas que geralmente se vê em fotografias ou na televisão. Mas ela não teve tempo de observá-la direito. Havia muitas pessoas machucadas e todos se socorriam uns aos outros. O moreno bem-vestido parecia ser um médico e fazia alguns procedimentos de primeiros socorros, ao mesmo tempo que uma loira gritava desesperada, em choque. Stéfanie, que também sabia algumas coisas de primeiros socorros, começou a ajudar. E se sentiu feliz por ser parte daquilo, afinal, LOST era sua série preferida!
No dia seguinte, Stéfanie viu Sawyer, Kate, Sayid, Shannon e Boone saírem com o rádio na mão, tentando uma frequência. Viu Jack cuidar do policial que passava muito mal e Hurley se empenhando em cuidar da comida. John Locke estava sempre sentado, afastado dos outros, observando o mar. Mas quando ela passava, ele acenava, como se soubesse de onde ela era. Stéfanie passou a ser parte do grupo, agindo como se não soubesse das coisas que aconteceriam. Seu único receio era em relação a Sayid. Ela tinha medo que o muçulmano se lembrasse de que ela o mandou apertar o cinto antes do acidente e, já tendo visto seus “dotes” como interrogador, resolveu se afastar dele.
Um belo dia, ela foi fazer uma caminhada e, quando voltou, as coisas estavam deveras diferentes.
Seus amigos Losties já não moravam mais à beira da praia, mas sim na vila do pessoal da Dharma e estavam bem ali. A vila era sempre abastecida com a comida que “caía” do céu. Todos já estavam acomodados à nova vida e pareciam até mesmo felizes.
Ao vê-la observando tudo de longe, Sun sorriu e foi ao seu encontro.
- Stéfanie! – disse a coreana abraçando-a – Você voltou!
- Sim. – disse ela confusa – Mas estou vendo que vocês já passaram por várias temporadas – e acariciou a barriga de seis meses de gravidez de Sun.
A coreana sorriu e levou Stéfanie para dentro da vila. Todos correram para recebê-la de volta. Jack, Hurley, Kate e até mesmo Sayid deram-lhe um bom abraço de boas-vindas. A única coisa que realmente a deixou triste foi ver Sawyer, por quem tinha mais do que “uma queda”, agora casado com Juliet que, apesar de não estar no avião, estranhamente já a conhecia e eram boas amigas.
- Temos uma surpresa pra você. – disse Jack abrindo a porta.
E de lá saíra a mãe de Stéfanie, seu irmão Rojas e seu amigo Gauchovisky, que também a receberam com um grande abraço.
- Meu Deus! – disse ela feliz por vê-los – O que estão fazendo aqui?
- Nós soubemos onde você estava. – disse Mara, a mãe – Sentimos saudades.
Stéfanie os abraçava feliz, como há muito tempo não se sentia! Tudo estava bem até que Stéfanie viu um homem parado, escorado na porta. Seus atentos olhos azuis a observavam e ela pôde ver sua mente perigosa maquinando planos.
- O que você está fazendo aqui? – disse Stéfanie afastando sua mãe.
Ele se surpreendeu com a pergunta e deu um sorriso dissimulado.
- Eu moro aqui. – estendeu a mão a ela – Então você é a Stéfanie de quem todos falavam? Que bom que está de volta!
Ela olhou com desdém para sua mão e disse:
- Eu não sou como eles, Ben. Não vou cair nos seus planos! Pensa que não te conheço? Eu sei tudo o que você é capaz de fazer!
Sua mãe segurava Stéfanie.
- O que é isso, filha? Por que você está agindo desse jeito?
- E de onde você e o Ben se conhecem? – perguntou Juliet.
- Ele é o responsável por todas as coisas ruins que acontecem nesta ilha! – gritava ela – Será que vocês não entendem?
- Você foi pega pelo monstro de fumaça preta? – perguntou Rojas – Está ficando louca?
- Não! É claro que não! E ele é o responsável pela fumaça preta! Eu vi! É ele quem a ativa!
Foi um alvoroço. Todos tentavam defender Ben, dizer que era um bom homem que encontraram na ilha. Falavam que ele os estava ajudando nas tarefas diárias e que era uma pessoa pacífica. Ninguém entendia a hostilidade de Stéfanie em relação ao baixinho de olhos azuis. Mara pedia desculpas pela reação da filha.
- Tudo bem. – disse Ben com um sorriso simpático – Ela deve estar um pouco perturbada, afinal, ficou fora por tantos episódios… Aliás, estamos ansiosos em saber o que aconteceu com você neste período, Stéfanie.
E todos novamente se viraram pra ela. Mas Stéfanie não sabia responder. Para ela, havia sido apenas um passeio na beira do mar!
- Acho que é melhor descansar. – disse Juliet pegando em seus ombros – Por que não toma um banho e se deita um pouco? Jack e eu poderemos te examinar mais tarde e, com calma, pode nos contar tudo o que aconteceu. O que acha?
As pessoas começaram a insistir nisso e Stéfanie acabou cedendo.
- Tudo bem. Vai ser mesmo bom pra mim. Mas por favor, acreditem: ele não é quem vocês pensam!
Ben apenas deu seu largo sorriso e fixou o olhar em Stéfanie enquanto ela passava por ele.
- Nós ainda não acabamos, Benjamin Linus. – disse ela quando ficaram lado a lado.
Stéfanie viu os olhos azuis de Ben tremerem levemente e sorriu triunfante. Ela estava certa, afinal!
Juliet a levou até o banheiro onde a deixou à vontade para tomar um banho. Stéfanie se lavava pensando, preocupada com o que havia acontecido. Como podia? Pela manhã ela estava na praia, ainda na primeira temporada e agora todos já moravam na vila! Devia perguntar a Juliet em que ano eles estavam. Assim, poderia se localizar. Estariam na quinta temporada? Talvez. Charlie não estava mais com eles e nem Desmond. Mas onde afinal estava John Locke? Estremeceu. Será que Ben matou Locke?
Neste momento, Stéfanie viu a porta do banheiro se abrir devagar. Amarrou a toalha no corpo rapidamente e, quando a porta abriu um pouco mais, viu Ben do outro lado. Ele tinha raiva em seu olhar, o que a assustou.
- Não vou deixar você acabar com tudo o que consegui até aqui. – disse ele com uma arma nas mãos.
Stéfanie ia se preparar para gritar, mas não foi possível. Gauchovisky passou neste mesmo momento e viu a cena.
- O que houve? – perguntou ele desconfiado.
Ben virou-se para Gauchovisky, mas deixou Stéfanie ver a arma, como um lembrete.
- Eu a ouvi gritar. – respondeu o baixinho de olhos azuis – E vim ver o que era. Não é?
Ele olhou para Stéfanie e ela entendeu o recado: se não confirmasse sua história, Gauchovisky iria morrer.
- Sim. – disse ela por fim – Uma barata saiu de dentro do ralo do banheiro e gritei assustada. Mas ela já voltou para dentro do ralo e está tudo bem.
Ben sorriu novamente e, guardando a arma dentro da calça, saiu do banheiro. Ao ver que ele saíra, Stéfanie chamou Gauchovisky.
- Ao menos você precisa acreditar em mim! Ele não é quem vocês pensam que é! Seu nome é Benjamin Linus e…
- Do que você está falando, Teté? O nome dele é Harry Gale e caiu na ilha de balão!
Ela olhou desapontada para o amigo e se lembrou: Gauchovisky só viu LOST até a segunda temporada!
- É, eu devo estar imaginando coisas. – disse ela.
O amigo sorriu e a deixou novamente no banheiro. Stéfanie se trocou rápido e foi até o quarto que Juliet havia preparado para ela.
- Jack vai examiná-la agora. – disse ela – Posso deixá-lo entrar?
- Claro. – respondeu sorrindo.
Jack entrou no quarto e fez perguntas típicas de uma anamnese a Stéfanie. Mediu sua temperatura e aferiu sua pressão.
- Você está fisicamente bem. – disse ele – A única coisa que podemos diagnosticar é sua perda de memória e a implicância com Ben.
- Você tem alguma ideia do que possa ser? – perguntou Juliet.
- Ela pode ter passado por algum trauma. Talvez o Rojas esteja certo, ela foi pega pelo monstro de fumaça.
- Mas eu e a Kate também fomos e não ficamos assim.
- Cada organismo reage de um jeito. – disse Jack levantando-se.
Stéfanie pegou nas mãos do médico.
- Jack, preste atenção em uma coisa. Eu sei que fiquei sumida por um tempo, embora para mim tenha passado apenas algumas horas. Mas não estou louca! Ben não é quem ele diz ser. Ele é um monstro manipulador. É o responsável por todas as coisas que aconteceram de errado aqui. Acredite em mim!
O médico sorriu.
- Pelo amor de Deus! Você é o homem da ciência, Jack! Nunca se perguntou cientificamente o que seria esse monstro da fumaça? Nunca se perguntou o que aconteceu com o pessoal da Iniciativa Dharma? Ou o que aconteceu ao Locke?
Juliet e Jack se entreolharam.
- Vocês PRECISAM acreditar em mim! Ben tem um plano! Eu ainda não sei o que é, mas ele sempre tem um plano!
- Vamos fazer o seguinte, Stéfanie. – disse Juliet – Durma um pouco, ok? Quando acordar, nós conversaremos sobre isso.
- Mas…
- Eu concordo que há coisas erradas. – disse Jack – Mas sei que está cansada agora. Durma. Assim que acordar discutiremos nós três essas situações. Como pessoas da ciência. Ok?
Stéfanie achou melhor concordar. Todos acabariam dizendo que suas desconfianças eram devido ao cansaço e o único meio de combater esse argumento seria descansando.
- Vou apagar a luz. – disse Juliet – Mas estaremos todos aqui na sala. Se precisar, chame.
Ela concordou e escorou a cabeça no travesseiro, pensando. O que Ben estaria tramando? Como conseguiu fazer com que todos, inclusive Jack e Sayid acreditassem em sua história?
Foi então que Stéfanie olhou para a janela e viu Ben do outro lado, com o mesmo olhar de raiva, apontando a arma para ela. Stéfanie gritou e Sun abriu rapidamente a porta do quarto, acendendo a luz.
- O que houve? – disse ela.
- É o Ben! – apontou para a janela – Ele está tentando me matar.
Sun correu até a janela e olhou para fora, mas já era noite e estava escuro.
- Não vi nada.
- Sun. – disse Stéfanie segurando suas mãos – Nós somos amigas há muito tempo! Você sabe que eu não estou louca! Eu SEI que Ben está tramando alguma coisa e eu posso atrapalhar seus planos!
Sun, vendo o pavor nos olhos de Stéfanie, resolveu acreditar na amiga.
- Tudo bem. – disse puxando-a – Não vou mais deixá-la sozinha, ok?
As duas saíram do quarto. Sun se aproximou de Juliet e perguntou sobre Ben, mas a loira não sabia.
- Estou achando que a Stéfanie tem razão. – disse a coreana – Ela está muito convicta no que diz! Não faria isso se não tivesse certeza do que está dizendo!
- Eu sei. E Jack também acha que tem alguma coisa errada. Ela conseguiu nos convencer.
- Que bom! – disse Stéfanie – Porque pode ser que dê para parar o que quer que o Ben esteja tramando! Ele matou toda a Iniciativa Dharma, Juliet! Eu sei disso! Eu vi! Ele é um monstro! Deve estar tramando algo pior agora!
- Precisamos ir atrás do Ben. – disse Sun saindo da sala – Vou falar com o Jin.
Todos na casa começaram a se movimentar. Kate, Jack, Sawyer e Sayid se armaram para ir até a floresta “caçar” Ben Linus. Stéfanie, Mara, Rojas e Gauchovisky trataram de fechar a casa. Jack deixou com Juliet algumas armas antes de sair.
- Vou verificar se tudo está fechado. – disse ela com a arma em punho.
Rojas, Gauchovisky e Mara foram ajudá-la e Stéfanie se viu sozinha em um quarto. Ela olhou tudo em volta e, de repente, ouviu o barulho da porta se fechando devagar. Ela se virou e lá estava ele: Benjamin Linus. Ao invés de medo, Stéfanie sentiu raiva. Muita raiva daquele baixinho manipulador. Ben a olhava com o mesmo sentimento e se aproximava devagar.
- Agora somos só você e eu. – disse ele parando a poucos centímetros de Stéfanie.
- Exatamente, Ben. – disse ela dando um passo à frente – Você e eu!
Trocaram olhares fuzilantes, como caubóis no faroeste, segundos antes de um duelo. Quando os dois iam começar a brigar”…

Eu acordei!

hahahahahahahaha…

1. Na ilha de “Lost”?
2. Amicíssima de Sun e Juliet?
3. Gauchovisky falando em “Harry Gale” porque só viu até a segunda temporada? hahahahaha… Essa foi a melhor!
4. Preciso urgentemente colocar meu plano de sequestrar JJ Abrams em ação e obrigá-lo a me contar o final de “Lost”.
5. Grande Michael Emerson, o intérprete do irritante Ben Linus! Grande ator!

quarta-feira
jun 10,2009

A Beneficência

“Todos vós, que podeis produzir, dai; dai o vosso gênio, dai as vossas inspirações, dai o vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que só pela gente mundana sois lidos!… satisfazei-lhe aos lazeres, mas consagrai o produto de algumas de vossas obras a socorros aos desgraçados. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros!… venha também a vossa inteligência em auxílio dos vossos irmãos; não será por isso menor a vossa glória e alguns sofrimentos haverá de menos.
Todos vós podeis dar. Qualquer coisa que seja a classe a que pertençais, de alguma coisa dispondes que podeis dividir. Seja o que for que Deus vos haja outorgado, uma parte do que ele vos deu deveis àquele que carece do necessário, porquanto, eu seu lugar, muito gostaríeis que outro dividisse convosco. Os vossos tesouros da Terra serão um pouco menores; contudo, os vossos tesouros do céu ficarão acrescidos. Lá colhereis pelo cêntuplo o que houverdes semeado em benefícios neste mundo”.
João (Bordéus, 1861)

(Não sei exatamente como citar a bibliografia do Evangelho, mas a mensagem foi retirada do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIII – Não Saiba a Vossa Mão Esquerda o Que Dê a Vossa Mão Direita, item 16. 125ª Edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 2006).

Rio 360º

sexta-feira
jun 5,2009

Recebi hoje por e-mail da Wilma do blog Contos de Outono esse link M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Sobretudo para os cariocas que sentem saudades da terrinha…

Uma imagem em 360º do alto do Pão de Açúcar. Basta clicar aqui, esperar carregar e explorar a vista perfeita!

Dr. [M]ouse

sexta-feira
jun 5,2009

Que tal essa?

A Disney fez uma paródia da famosa série “House” e adivinhem quem é o protagonista? Nada mais e nada menos do que Mickey Mouse! hehehehe… E tem mais: Minnie é a Cuddy, Pateta o Foreman, Horácio e Clarabela são provaelmente Chase e Cameron. Olhem o cartaz e reparem no tamanho do cérebro do Mickey:

Como grande fã de House e cia., devo dizer que AMEI! Estou curiosíssima pra ver isso! Já está passando na Itália desde fevereiro. Quando será que chega no Brasil?

Vi no site JP Revistas

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