Peguei o Bonde Andando…

Archive for the ‘Palmas’ Category

quinta-feira
jun 18,2009

Não, este não é um post romântico.

Bem, devido ao fato de eu estar temporariamente sem internet, só hoje vou conseguir contar a vocês como foi o meu “Dia dos Namorados”, numa notável referência ao já falecido blog “Senta que lá vem a história”.

Valentine’s Day

Fato 1: Para cair, Stéfanie só precisa estar de pé. MESMO!
Fato 2: Apesar dos 25 anos, Stéfanie ainda não aprendeu a andar de salto alto.
Fato 3: A Lei de Murphy insiste em persegui-la. AONDE QUER QUE ELA VÁ!
Fato 4: O Dia dos Namorados coincidiu com o festival PMW, que trouxe as bandas Ratos do Porão e Pato Fu, dentre outras.

“Eram 23 horas. Stéfanie estava em seu quarto assistindo a filmes melosos na televisão, já conformada por passar a data solitária. Terminava de fazer as unhas e já se preparava para dar um banho de creme no cabelo quando seu amigo Rodrigo apareceu em sua casa.
- Bora pro show do Pato Fu? – disse ele.
Stéfanie olhou para ele com desespero e já começou:
- Ahh não, Guigo! São 23 h e eu…
- Bora logo!
- Mas Guigo, eu não tenho roupa, não tenho sapato pra ir, meu cabelo tá horrível e eu…
- Eu vou te dar um murro! Vai logo se arrumar!!!
Diante da ameaça à sua integridade física, Stéfanie saiu resmungando pro quarto. Tomou um banho, fez uma maquiagem mais ou menos e, depois de brigar uns 10 minutos com os cabelos, resolveu deixá-los soltos mesmo. Por fim, chegou ao guarda-roupa.
Havia sido dia de lavagem de roupas, mas não de “passagem” e a única blusa mais ou menos que tinha no armário era uma fofíssima batinha roxa. O único problema com a batinha era que Stéfanie tinha apenas um sapato para combinar com ela: uma sandália plataforma. Ela pegou as sandálias, olhou, olhou e pensou: “Isso não vai dar certo”. Mas o show seria no Espaço Cultural e havia grandes chances de ser na chamada “Grande Praça”, lugar acimentado, sem grandes relevos ou obstáculos que pudessem fazê-la tropeçar. Mesmo assim, olhou novamente para o guarda-roupa na esperança de encontrar qualquer outra coisa, mas foi em vão. Vestiu a bata roxa e a sandália plataforma e seguiu para o show!
Ao chegar no estacionamento do Espaço Cultural, Stéfanie reparou que o festival seria mesmo na Grande Praça e se aliviou. Guigo cumprimentou o rapaz que estava cuidando dos carros – um ex-colega de trabalho – e os seguiram para o lugar do show.
Enquanto andava na pequena trilha de cimento no meio da grama, Stéfanie, preocupadíssima, procurava a entrada. O Espaço Cultural de Palmas tem dois planos: um na altura do estacionamento e um bem mais embaixo, na altura da avenida Siqueira Campos. A Grande Praça ficava no plano de baixo, cujo acesso é feito por uma escadaria ou por um declive no gramado que é praticamente vertical. Desesperada, Stéfanie constatou que a escadaria estava fechada e via Guigo se dirigir para o declive. Hesitante, ela foi andando atrás dele. Olhou para todas as pessoas em volta. Tinha muita gente, mas a maioria estava bêbada! Stéfanie olhou novamente para o declive. “Definitivamente, isso não vai dar certo!!”. Ao ver que Guigo já estava descendo, ela respirou fundo e foi atrás dele.
No quinto passo que ela deu no gramado do declive, VIROU O PÉ DIREITO, SE DESEQUILIBROU, APOIOU-SE NO CHÃO COM O PÉ ESQUERDO, MAS NÃO DEU CERTO! ELA VIROU O PÉ-ESQUERDO TAMBÉM E CAIU DE BUNDA NO CHÃO!
Guigo correu para socorrê-la.
- O que aconteceu? Você tá bem?
- Ai! – gemia ela – Meu pé tá doendo!
- Você torceu o pé? – disse ele preocupado.
- Acho que sim. Torci os dois!
Stéfanie pegou a sandália e viu o estrago feito: o pé direito estava totalmente rasgado, impossibilitando o sapato não apenas de ser usado, mas consertado.
- Você consegue levantar? – disse ele estendendo a mão a ela.
Stéfanie se apoiou no amigo e conseguiu ficar de pé.
- Vamos voltar à sua casa pra você trocar esse sapato.
Mancando, ela e Rodrigo voltaram até o estacionamento. Com o sapato na mão, Stéfanie evitou olhar para as pessoas ao redor. Quando passou por todos, ela começou a rir e Guigo, que estava só esperando uma oportunidade, caiu na gargalhada também.
- Por que isso acontece comigo, Guigo??? Me fala!!
- A sua sorte é que o povo tava bêbado demais pra prestar atenção em você.
Os dois chegaram ao estacionamento e, enquanto abriam o carro, o rapaz perguntou:
- Ué, já vão embora?
- Ela caiu e arrebentou a sandália. – disse Guigo às gargalhadas.
O cara riu também e Stéfanie começou a bater no amigo.
- Não precisa falar isso!!
- E eu vou dizer o quê? – disse ele ainda rindo.
- Diz que eu arrebentei a sandália, ué! Não fala que eu caí!
Guigo levou Stéfanie em casa. Ela pegou um vestidinho preto qualquer e colocou por cima da calça jeans. Calçou uma sapatilha Moleca preta, prendeu o cabelo e voltou pro carro. Guigo enxugou os olhos quando a viu.
- Tava aqui chorando de rir! – disse ele.
- Você não vai deixar isso passar, vai?
- Claro que não!
E os dois voltaram ao Espaço Cultural. Ao chegarem, Stéfanie ajeitou o vestidinho e disse confiante:
- Quero ver alguém me reconhecer agora!
Ao descer do carro, o cara do estacionamento disse às alturas:
- AHH! COM ESSE SAPATO VOCÊ NÃO CAI DE NOVO!!
Guigo voltou às gargalhadas e Stéfanie, novamente sem graça, saiu andando apressada.
- Vamos logo!!!”

Moral da história 1: Nunca, nunca e nunca use uma sandália plataforma se você não sabe onde é a entrada da festa.
Moral da história 2: Jamais caia na presença do seu amigo mais gaiato que não vai nunca esquecer o seu mico e pior: deixar você esquecer!

O melhor de tudo foi no show. Eu e o Guigo encontramos outros amigos e ficamos ali conversando. De repente, o Chrysippo, outro dos gaiatos, me puxa num canto e fala:
- Stéfanie, eu sempre tive curiosidade em saber como era descer esse declive rolando na grama. Me conta como é!
Destaque para meu olhar fuzilante para o Guigo e suas gargalhadas.

A propósito, eu ainda hoje estou com meus tendões dos pés doendo… Mas já estou bem! Depois posto pra vocês a foto do estrago da minha sandália.

AH! O show do Pato Fu foi ótimo!

Palmas 20 Anos

quarta-feira
mai 20,2009

Quem frequenta o Bonde já sabe que sou de Palmas. Em vários posts eu falo sobre isso. Mas hoje, tenho o orgulho de dizer que MINHA cidade está fazendo 20 anos!

É até difícil de acreditar. Estou aqui há 15 desses 20 anos e  andar pelas ruas e ver o crescimento da cidade é algo espetacular. Para cada lado que se olha, há gente trabalhando na esperança de um futuro melhor.

Neste post eu não pretendo escrever sobre minha história em Palmas, já fiz isso no ano passado no texto Palmas 19 anos, publicando no Bonde (aliás, este post me trouxe uma entrevista que vai ao ar sexta-feira no Jornal Anhanguera 1ª edição – Assistam!). Também não gostaria de falar dos dados, pois também já os citei no X Post Comemorativo – Palmas. Minha intenção é simplesmente falar sobre a vida do palmense.

Palmas se tornou uma cidade universitária. Tem uma Universidade Federal, a UFT, uma Estadual, a Unitins, e três principais faculdades particulares: Ulbra, Católica do Tocantins e Objetivo. Tem também a Escola Técnica Federal e algumas franquias de cursinhos famosos para vestibulandos e concurseiros. Assim, a quantidade de jovens que tem na cidade é IMPRESSIONANTE! As escolas públicas também tem um ensino bom. Claro que, como todo ensino público brasileiro, tem muito o que melhorar! Porém, as escolas públicas são todas informatizadas e contam com vários projetos, entre eles o de incentivo à leitura e à escrita.

Na área da saúde, também não deixa a desejar. Há ainda muitos exames que precisam ser feitos em Brasília ou Goiânia, mas já temos bons centros cirúrgicos, clínicas de olhos, odontológicas e ortopédicas, clínicas de exames de imagem, laboratórios e etc. A Fundação Pró-Rim no Hospital Geral de Palmas é referência nacional e o projeto se estendeu aos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em relação à cultura, não sei de um lugar no Brasil onde ela seja levada mais a sério do que aqui. O maior exemplo disso é o Salão do Livro, que terminou sua 5ª edição no último domingo. Nosso Salão do Livro é o maior evento literário das regiões Norte e Nordeste e atrai caravanas não só de cidades vizinhas, mas também de estados vizinhos. Tudo para estar em contato direto com os livros, acompanhar lançamentos, assistir aos shows e palestras organizadas nos 10 dias de evento. Os artistas da terra são muito valorizados aqui, sempre há projetos para CD’s, shows e incentivos à produção literária, dança, teatro e pintura. Aliás, neste momento, há em Taquaruçu, distrito de Palmas, oficinas gratuitas que ensinam fotografia, base de jornalismo, teatro, música e muito mais.

Quem gosta de turismo natural, Palmas é o canal! Aliás, não só Palmas, mas o Tocantins inteiro. Minha cidade é chamada de “Capital Ecológica” e é só dar um passeio pelas ruas que se percebe o porquê. Taquaruçu é um distrito de Palmas, lugar que abriga cachoeiras lindíssimas e que atrai centernas de turistas o ano inteiro. Temos também as Praias da Graciosa, do Prata, do Caju e das ARNO’s, localizadas às margens do Lago de Palmas. Aliás, dá pra fazer um passeio de barco no Lago e passar o domingo na Ilha Canela. Tem também a Praça dos Girassóis, a segunda maior do Brasil. A Praça abriga o Palácio Araguaia, centro do poder do Estado, as Secretarias, o Tribunal de Justiça e a Assembléia Legislativa. E, além disso, abriga também os monumentos que contam história: O Monumento aos 18 do Forte, homenagem ao Movimento Tenentista; o Memorial Prestes, em homenagem ao grande Luis Carlos Prestes; a Praça Krahô, em homenagem aos índios. Aliás, recentemente fiquei sabendo o motivo da Praça Krahô estar perto ao Palácio Araguaia: os índios Krahô montam suas ocas em um grande círculo. Tudo para que nenhum habitante da tribo precise dar um passo a mais ou a menos que o outro até o centro, lugar onde eles debatem e tomam as decisões. Assim, acharam interessante que este fosse o símbolo da Democracia. Ainda na Praça dos Girassóis podemos ver um lindo relógio de sol e uma pequena cachoeira na frente do Palácio Araguaia. E é ali que são montados o Salão do Livro e a Casinha do Papai Noel. E há também a Praça do Bosque, que abriga a Prefeitura. Gente, é linda! E aos domingos temos a Feira do Bosque, onde podemos encontrar artesanato e culinária local, além de shows dos artistas da terra.

O lazer em Palmas fica por conta dos barzinhos ao ar livre com música ao vivo. Aqui tem aos montes! Temos  também o Karavella’s, lugar onde tem pista de boliche, cinema, playground e restaurantes. Por enquanto temos só um shopping, o Palmas Shopping, mas o outro, Capim Dourado, deve ser inaugurado ainda este ano. Aqui tem apenas uma boate funcionando, a Bianco, mas há outros lugares próprios para eventos. Aliás, todos os finais de semana tem alguma festa ou algum show, mas geralmente de axé, forró, brega e sertanejo, o gosto da maioria. E a minha maior briga!

Palmas ainda é uma cidade relativamente tranquila. Ainda podemos nos dar ao luxo de esquecer por alguns minutos a porta do carro aberta e dormir com a janela escancarada. É claro que, como em qualquer lugar do mundo, não é aconselhável andar com dinheiro na bolsa, marcar bobeira na entrada dos bancos e andar em ruas escuras. Porém, a violência urbana ainda está muito longe de atingir os níveis inaceitáveis. O problema real é o trânsito. Como cada habitante vem de um lugar do Brasil e tem vícios de direção diferentes, o trânsito beira ao caos, apesar das ruas largas. As pessoas não sabem dirigir nas rotatórias e há vários acidentes por isso, principalmente entre motoqueiros. Porém, curiosamente, é um lugar onde os pedestres são respeitados – desde que estejam na faixa, claro!

O comércio de Palmas ainda tem muito o que melhorar. Podemos encontrar boas roupas, bons calçados, móveis, alimentação, ensino e tudo o mais. Porém, os preços são altos. O custo de vida do palmense é caro, afinal, as taxas dos impostos tem que ser maiores para o Estado crescer. Mas estamos chegando lá! Algumas franquias nacionais já se instalaram aqui e outras estão começando a chegar, o caso do Carrefour e do Pão de Açúcar, que já anunciaram suas inaugurações. O Shopping Capim Dourado também trará várias franquias, mas não vou citar por não ter certeza das informações.

O único problema de Palmas é realmente o calor. Os termômetros aqui chegam a marcar 50 ºC em agosto e setembro. Calma! Essa não é a temperatura real! É “apenas” a sensação térmica! De outubro a abril temos o período chuvoso, quando a temperatura diminui. É a época em que encontramos 23 ºC à noite. De abril a outubro é a época de estiagem e o calor de rachar. Mas em abril e maio ainda está bom, tem uma chuvinha aqui e ali. Junho e julho tem os ventos à noite, a temperatura cai mesmo e temos madrugadas de 17 ºC. O insuportável é mesmo agosto e setembro, meses em que fica impossível não estar com o ar-condicionado ligado ou na piscina, itens classificados essenciais para a sobrevivência do palmense… hehehe… Enfim! É quente, mas tolerável!

O interessante de se ver aqui é a religiosidade do povo. Impressionante! Só no raio de 1 km da minha casa, tem 9 Igrejas Evangélicas, 3 Católicas e um Centro Espírita. Povo “rezador”! hehehe… Mas parece que tem dado certo. Palmas é uma cidade abençoada, a Terra Prometida por Papai do Céu…

Palmas ainda tem muito o que crescer. Ainda tem muito espaço nas ruas para construções, muita gente pra chegar, muita história pra fazer. E, se Deus quiser e o ritmo continuar como está, quando Palmas fizer 30 anos, vou descrever aqui uma metrópole! :)

Eu queria ter feito um vídeo para comemorar o aniversário de Palmas com as fotos que tenho da cidade e algumas filmagens, mas não consegui. Acabei encontrando dois vídeos bacanas no Youtube. O primeiro fala um pouco da história de Palmas e mostra a cidade fotografada pelo Google Earth há alguns anos (não sei bem a época, sei que a cidade já está bem maior do que mostrada nas imagens). O segundo vídeo é um passeio pelas ruas do centro da cidade. É bacana pra ver o porquê de sermos a Capital Ecológica.

Enfim, fica aqui o convite: VENHA A PALMAS!

Palmas – A Mais Nova Capital do Brasil

Passeio em Palmas – To.

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