Peguei o Bonde Andando…

… e sentei na janelinha!!!

Archive for the ‘Espiritismo’ Category

quarta-feira
jun 10,2009

A Beneficência

“Todos vós, que podeis produzir, dai; dai o vosso gênio, dai as vossas inspirações, dai o vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que só pela gente mundana sois lidos!… satisfazei-lhe aos lazeres, mas consagrai o produto de algumas de vossas obras a socorros aos desgraçados. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros!… venha também a vossa inteligência em auxílio dos vossos irmãos; não será por isso menor a vossa glória e alguns sofrimentos haverá de menos.
Todos vós podeis dar. Qualquer coisa que seja a classe a que pertençais, de alguma coisa dispondes que podeis dividir. Seja o que for que Deus vos haja outorgado, uma parte do que ele vos deu deveis àquele que carece do necessário, porquanto, eu seu lugar, muito gostaríeis que outro dividisse convosco. Os vossos tesouros da Terra serão um pouco menores; contudo, os vossos tesouros do céu ficarão acrescidos. Lá colhereis pelo cêntuplo o que houverdes semeado em benefícios neste mundo”.
João (Bordéus, 1861)

(Não sei exatamente como citar a bibliografia do Evangelho, mas a mensagem foi retirada do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIII – Não Saiba a Vossa Mão Esquerda o Que Dê a Vossa Mão Direita, item 16. 125ª Edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 2006).

quarta-feira
jun 3,2009

A mensagem de hoje foi retirada do Capítulo 6 do Livro “Nosso Lar”, de André Luiz e psicografado por Chico Xavier.

“Chegado a essa altura, o vendaval da queixa me conduzira o barco mental ao oceano largo das lágrimas.
Clarêncio, contudo, levantou-se sereno e falou sem afetação:
- Meu amigo, deseja você, de fato, a cura espiritual?
Ao meu gesto afirmativo, continuou:
- Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indisponsável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da personalidade, mais duros se tornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas. (…) Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. (…) As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição. (…)
Fez-se longa pausa. A palavra de Clarêncio levantaram-me para elucubrações mais sadias.
Enquanto meditava a sabedoria da valiosa advertência, meu benfeitor, qual o pai que esquece a leviandade dos filhos para recomeçar serenamente a lição, tornou a perguntar com um belo sorriso:
- E então, como passa? Melhor?
Contente por me sentir desculpado, à maneira da criança que deseja aprender, respondi, confortado:
- Vou bem melhor, para melhor compreender a Vontade Divina”.

LUIZ, André; XAVIER, Chico. Nosso Lar – A Vida no Mundo Espiritual. 59ª Edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 2007.

terça-feira
mai 26,2009

O Argumento Justo

À noite, em casa de Simão, transparecia um véu de tristeza na maioria dos semblantes.
Tadeu e André, atacados horas antes, às margens do lago, por alguns malfeitores, viram-se constrangidos à reação apressada. Não surgira consequência grave, mas sentiam-se ambos atormentados e irritadiços.
Quando Jesus começou a falar acerca da glória reservada aos bons, os dois discípulos deixaram transparecer, através do pranto discreto, a amargura que lhes dominava a alma e, não podendo conter-se, Tadeu clamou, aflito:
- Senhor, aspiro sinceramente a servir à Boa Nova; contudo, sou portador de um coração indisciplinado e ingrato. Ouço, contrito, as explanações do Evangelho; lá fora, porém, no trato com o mundo, não passo de um espírito renitente no mal. Lamento… lamento… mas como trabalhar em favor da Humanidade nestas condições?
Embargando-se-lhe a voz, adiantou-se André, alegando, choroso:
- Mestre, que será de mim? Ao seu lado, sou a ovelha obediente; entretando, ao distanciar-me… basta uma palavra insignificante de incompreensão para desarmar-me. Reconheço-me incapaz de tolerar o insulto ou a pedrada. Será justo prosseguir, ensinando aos outros a prática do bem, imperfeito e mal qual me vejo?!…
Calando-se André, interferiu Pedro, considerando:
- Por minha vez, observo que não passo de mísero espírito endividado e inferior. Sou o pior de todos. Cada noite, ao me retirar para as orações habituais, espanto-me diante da coragem louca dentro da qual venho abraçando os atuais compromissos. Minha fragilidade é grande, meus débitos enormes. Como servir aos princípios sublimes do Novo Reino, se me encontro assim insuficiente e incompleto?
À palavra de Pedro, juntou-se a de Tiago, filho de Alfeu, que asseverou, abatido:
- Na intimidade de minha própria consciência, reparo quão longe me encontro da Boa Nova, verdadeiramente aplicada. Muita vez, depois de reconfortar-me ante as dissertações do Mestre, recolho-me ao quarto solitário, para sondar o abismo de minhas faltas. Há momentos em que pavorosas desiluções me tomam de improviso. Serei na realidade um discípulo sincero? Não estarei enganando o próximo? Tortura-me a incerteza… Quem sabe se não passo de reles mistificador?
Outras vozes se fizeram ouvir no cenáculo, desalentadas e cheias de amargura.
Jesus, porém, após assinalar as opiniões ali enunciadas, entre o desânimo e o desapontamento, sorriu, tocado de bom humor, e esclareceu:
- Em verdade, o paraíso que sonhamos ainda vem muito longe e não vejo aqui nenhum companheiro alado. A meu parecer, os anjos, na indumentária celeste, ainda não encontram domicílio no chão áspero e escuro em que pisamos. Somos aprendizes do bem, a caminho do Pai, e não devemos menoscabar a bendita oportunidade de crescer para Ele, no mesmo impulso da videira que se eleva para o céu, depois de nascer no obscuro seio da terra, alastrando-se compassiva, para transformar-se em vinho reconfortante, destinado à alegria de todos. Mas, se vocês se declaram fracos, devedores, endurecidos e maus e não são os primeiros a trabalhar para se fazerem fortes, redimidos, dedicados e bons em favor da obra geral de salvação, não me parece que os anjos devam descer da glória dos Cimos para substituir-nos no campo de lições da Terra. O remédio, antes de tudo, se dirige ao doente, o ensino ao ignorante… De outro modo, penso, a Boa Nova de Salvação se perderia por inadequada e inútil…
As lágrimas dos discípulos transformaram-se em intenso rubor, a irradiar-se da fisionomia de todos, e uma oração sentida do Amigo Divino imprimiu ponto final ao assunto.

XAVIER, Chico, pelo espírito Neio Lúcio. Jesus no Lar. 34ª edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 2005.

Resumindo: somos todos imperfeitos e errantes. O que realmente conta, é o esforço que fazemos para lutar contra isso.
Tenham uma ótima semana!

quarta-feira
mai 13,2009

O Gesto de Bryan

“Tudo o que fazemos é o que recebemos de volta”.

“Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou seu carro e, se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a ultima hora. Ele iria aprontar alguma? Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto.
Bryan pôde ver que ela estava com muito medo e disse:
- Eu estou aqui para ajudar, madame. Por que não espera no carro onde esta quentinho? A propósito, meu nome é Bryan.
Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de St. Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.
Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu:
- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa, a ajuda que precisar.
E acrescentou:
- … e pense em mim.
Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo. Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante.
Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio ate ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho.
Então se lembrou de Bryan. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou.
Já tinha partido quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares. Havia lagrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: “Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este circulo de amor terminar com você”.
Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir. Àquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil! Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
- Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan”.

LEGRAND. Códigos Eternos – Caminhos e atalhos para aqueles que buscam felicidade e equilíbrio. 3ª Edição, Editora Soler. Belo Horizonte, 2007.

terça-feira
mai 5,2009

E estou dando por inaugurada aqui no Bonde a seção das Mensagens da Semana. Já não é novidade a ninguém que sou espírita. Assim, às terças-feiras, vou postar aqui uma mensagem que li durante a semana e que achei que deveria repassar a vocês. Mas os não-espíritas podem ficar tranqüilos que terei o cuidado de passar mensagens válidas a todas as religiões – e até mesmo aos ateus, já que, independente de crença, o amor e respeito ao próximo são coisas que devem ser praticadas diariamente.

Já havia lido esta mensagem antes, mas eu a reli hoje pela manhã. É uma valiosa lição retirada do Evangelho Segundo o Espiritismo.

A INDULGÊNCIA

“Espíritas, queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.

A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que não se tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?

Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita”.
José, Espírito protetor (Bordeaus, 1863)

(Não sei exatamente como citar a bibliografia do Evangelho, mas a mensagem foi retirada do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos, item 16. 125ª Edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 1996).

Há algum tempo eu tenho tentado praticar isso. E lhes digo com toda a sinceridade: não é fácil. Não é fácil ver os erros dos outros e não criticar. Não é fácil cuidar da própria vida e deixar que cada um cuide da sua. Muito menos conseguir perdoar o que nos é feito.
O que é fácil é rir do outro e sair divulgando seus erros, tentando ridicularizá-lo ou rebaixá-lo diante de todos. Também é muito fácil apontar o que têm feito de errado e fechar os olhos para nossos próprios erros. E como eu já fiz isso, Deus do Céu! E que atire a primeira pedra aquele que nunca fez. Todos temos telhados de vidro por aqui, mas Deus é tão bondoso que nos dá a oportunidade diária de rever nossos atos e tentar melhorar. Por isso, meus amigos passageiros deste modesto Bondinho, não desperdicem o seu tempo e muito menos essa oportunidade tão maravilhosa que nos é concedida a cada novo dia que nasce. Cada dia é uma oportunidade de recomeçar.

Pensem nisso!

Um ótimo restante de semana para todos.

quinta-feira
jan 1,2009

Acho que todo o mundo que freqüenta o Bonde sabe que sou Espírita, né? Terça-feira, dia 30, foi o último Evangelho no Lar que nós fizemos aqui em casa e eu pedi a Deus que nos enviasse uma mensagem para nos guiar durante o ano de 2009. Abri o Evangelho e achei a mensagem tão linda que fiz questão de dividir com vocês, nesse primeiro post do ano.

jesus

IV – Dá-nos o pão de cada dia.

Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo: mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.
O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.
Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte”. Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labora manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.
Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV)
Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artifícies do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas. porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap.V, nº 4).
Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.
Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem da Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.
Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.
Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto ès justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.
Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8 )
Afasta, igualmente, do nosso espírito a idéia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem, Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nº 7, 9, 12 e 18).

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVIII – Coletânea de Preces Espíritas, item IV. Editora FEB, 125ª edição. Rio de Janeiro, 2006.
Tradução de Guillon Ribeiro.

Muitas vezes nós vivemos nossas vidas em busca do supérfluo e acabamos não aproveitando, não vivendo e não agradecendo por tudo aquilo o que temos. Quantas e quantas vezes eu já não chorei e esperneei porque meus pais não tinham condições de me mandar para uma faculdade fora e me esquecia de agradecer pela oportunidade de poder fazer uma faculdade ou o quanto meus pais sofriam pra pagar todos os meses a mensalidade? Quantas vezes eu já maldisse Deus por ter me permitido viver com as seqüelas da doença que eu tive, sem ao menos me lembrar de que Ele me deu novamente a oportunidade de viver? Quantas vezes eu já fiz cara feia para o pãozinho francês quentinho, enquanto minha vontade era comer um belo brioche, sem sequer lembrar de que há tantas pessoas que seriam capazes de matar pelo mesmo pãozinho?
São exemplos até mesmo banais, mas exemplos do que acontece no nosso dia-a-dia. Esquecemos do quão agraciados nós somos e vivemos olhando a grama do vizinho, nos comparando a ele, percebendo o que ele tem de melhor e sofremos por isso.
Que 2009 seja um ano em que nós tenhamos que abrir os olhos e agradecer o Pão de Cada Dia. Não que seja errado desejar o Brioche de Cada Dia, mas que façamos isso sem sofrer, sem maldizer, sem inveja, mas com trabalho honesto e principalmente: que sejamos caridosos de dividir nosso Brioche com aqueles que não têm sequer a migalhinha do Pão…

À meia-noite de hoje, enquanto ouvia os fogos, fechei os olhos e pedi que Deus me desse saúde para que eu possa viver e aproveitar a oportunidade dessa minha existência, o combustível da alma: amor, sabedoria pra aprender com os meus erros, caridade para com o meu próximo, força de vontade para dominar os meus maus impulsos, trabalho para que eu possa conseguir o meu Pão e servir o meu próximo, equilíbrio físico e espiritual e principalmente: que Ele jamais me perca de vista um só segundo.

E é o mesmo que desejo a todos vocês. :)

Feliz 2009!

quarta-feira
out 1,2008

 

Hoje à noite abri o site da Uol pra ver as notícias e me deparei com esta no topo da página: USP desenvolve células-tronco embrionárias. Claro que fui até lá olhar!

A reportagem fala que é o primeiro resultado prático obtido no Brasil, desde que foi permitida a pesquisa com embriões humanos há três anos. Fala também que as pesquisas foram feitas com 35 embriões que os próprios genitores doaram e que estavam congelados em clínicas de fertilização in-vitro. É, sem dúvida um grande passo para a ciência! Sobretudo porque, segundo Lygia da Veiga Pereira, a líder da pesquisa, não vamos mais precisar importar as células-tronco para fazer nossas pesquisas, já que conseguimos bons resultados aqui.

Há algum tempo eu venho tentando definir meu posicionamento em relação à pesquisa com células-tronco. De um lado está a paciente Stéfanie, esperançosa por ver chegar o dia em que irá se beneficiar com as tais células. De outro lado está a Biomédica Stéfanie, que comemora mais uma vitória, mais um avanço na ciência. De outro ângulo vinha a brasileira Stéfanie, feliz em ver nosso país progredindo na área das pesquisas. De acordo com a reportagem, estamos 10 anos atrasados em relação aos Estados Unidos e ver estes resultados é ter a esperança de que poderemos colaborar com as pesquisas mundiais e ajudar a alavancar a medicina, dando fim a problemas como paralisias, mal de Alzheimer, transplantes, diabetes, entre tantas outras!

Mas completando o quadrado, vem a Stéfanie com suas crenças religiosas, tendo em mente a certeza de que o momento em que um espermatozóide, que é uma célula viva, encontra um óvulo, outra célula viva, e formam um zigoto, estamos falando de um ser humano.

Hoje, eu sou espírita e venho tentado ler várias coisas pra saber o que pensar, já que a Doutrina Espírita, por tudo o que tenho lido, não tem uma posição definida. Mesmo porque, como diz Mauro Gomes no site do Centro Espírita Ismael, quem tem posicionamentos são as pessoas e não a filosofia.

Kardec afirma que o espírito começa sua união com o corpo no momento da concepção, mas ela só se completa com o nascimento. É um ponto negativo, obviamente, uma vez que o espírito já estaria começando seu processo de encarnação e matar o embrião vai contra a Lei da Vida. Um embrião formado em laboratório tem também possibilidade de abrigar um espírito, afinal, ele poderia ser colocado dentro do útero materno, onde se desenvolveria normalmente.

Por outro lado, o Espiritismo é também Ciência. E é uma contradição das boas deixar o Espiritismo contra o avanço da Ciência.

Kardec também afirma que há embriões que não têm espírito, como é o caso dos natimortos. Assim, é perfeitamente possível um zigoto sem espírito. E também é sabido que os embriões congelados não têm espírito! Afinal de contas, se a união se completa no nascimento, um embrião que não tem condições de vida, que não poderia continuar seu desenvolvimento, não tem possibilidade de haver um espírito ligado a ele.

Pensando em tudo isso, acredito que as pesquisas feitas no Brasil são válidas. A Lei de Biossegurança só permite que embriões congelados há mais de três anos sejam utilizados e esses embriões não têm nenhum espírito ligado a eles. Então, todas as partes da Stéfanie estão felizes com a notícia!

A única coisa que ainda me preocupa é imaginar o que aconteceu com esses embriões antes de serem congelados… Mas essa é uma reflexão pra outro post.

 

 

Se quiser saber mais, dá uma lida na reportagem Reprodução Assistida, Células-Tronco e Clonagem Humana: Uma Reflexão Baseada em Kardec, de Mauro Gomes.

domingo
jun 29,2008

Vamos retomar a nossa seção sobre o Espiritismo, falando agora sobre as Obras Básicas.

As Obras Básicas são uma verdadeira “Enciclopédia Espírita”, contendo todos os assuntos relativos à Doutrina, sendo, obviamente, destinadas ao entendimento da época. Mas segundo Hermínio Miranda, “a Doutrina é progressiva, embora os ensinamentos básicos perdurem, estes são complementados por estudos posteriores, sem que nada se modifique nos alicerces doutrinários expostos pelos Espíritos e por Kardec”.

São 5, em ordem cronológica: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868), todas Codificadas por Allan Kardec.

  • O Livro dos Espíritos

A primeira das 5 obras traz toda a base fundamental da Doutrina Espírita: “a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos Superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec”, segundo a folha de rosto.

O livro reúne 1018 perguntas feitas por vários médiuns e respondidas pelos Espíritos Superiores, liderados pelo Espírito da Verdade. A primeira edição tinha apenas 501 questões e a segunda, a definitiva, tem uma melhor organização e conta também com comentários e notas aditivas.

A organização da obra consiste em Introdução, onde há uma síntese da Doutrina, os aspectos mais relevantes acerca dos fenômenos espíritas e o aparecimento dos termos Espiritismo, espiritista e espírita, além de uma crítica das opiniões dos contraditores; Prolegômenos, que esclarecem a maneira como foi revelada a Doutrina, a autoria e finalidade do livro, os Espíritos que ajudaram na execução da obra e trechos de mensagens transmitidas a Kardec sobre a missão de escrever o Livro dos Espíritos; o Corpo da Obra, dividido em Quatro Partes: Causas Primárias (Deus, elementos gerais do Universo, Criação e Princípio Vital), Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos (Os Espíritos, a encarnação dos Espíritos, a volta do Espírito, extinta a vida corpórea à volta à vida espiritual, a pluralidade das existências, a vida espírita, a volta do Espírito à vida corporal, a emancipação da alma, a intervenção dos Espíritos no mundo corporal, as ocupações e missões dos espíritos e os três reinos), Leis Morais (Lei Divina ou Natural, leis de adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor e caridade e perfeição moral) e Esperanças e Consolações (Penas e gozos terrenos, penas e gozos futuros); Conclusão, onde Kardec mostra as conseqüências futuras dos atos da nossa vida presente e uma retomada aos conceitos básicos da Doutrina.

É interessante comentar que Kardec dá a autoria do Livro dos Espíritos aos Espíritos codificadores e dá a si mesmo apenas os créditos de organizar os tópicos.

O blog O Livro dos Espíritos traz o livro na íntegra, totalmente organizado. Vale a pena dar uma olhada pra conferir.

  • O Livro dos Médiuns

Após o Livro dos Espíritos surgiu a necessidade de orientar os homens em relação à comunicação com o Mundo Espiritual. Daí veio o Livro dos Médiuns.

Segundo sua folha de rosto, o livro traz “o ensino (…) especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”.

Na apostila do ESDE, há um parágrafo interessante sobre o livro: “Esses ensinamentos de Kardec são verdadeiramente preciosos, porque vão muito além do ensino da técnica de comunicação com os Espíritos. É que, ao tratar o assunto ‘prática mediúnica’, ele chama a atenção dos que com esta se ocupam, mostrando-lhes as dificuldades e os desenganos que a envolvem”.

Também há um blog que traz na íntegra os textos do Livro dos Médiuns.

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

Acho que este é o livro mais intrigante, para quem não tem nem idéia do que ele fala. Acredito que pensam que Kardec escreveu um novo Evangelho, totalmente diferente da Bíblia. E não é nada disso! Em cada Igreja, o padre ou o pastor, lê o Evangelho e depois dá um sermão falando da interpetação da sua religião sobre o que acabou de ler. O Evangelho Segundo o Espiritismo é a mesma coisa! A diferença é que Kardec escreveu em um livro!

O Evangelho Segundo o Espiritismo traz trechos do Evangelho Bíblico com as explicações das morais cristãs de acordo com a Doutrina. Ainda traz um índice de referências bíblicas e um prefácio escrito pelo Espírito da Verdade. As máximas cristãs não estão em ordem cronológica, mas classificadas metodicamente, de acordo com sua natureza.

O Evangelho é consolador e esclarecedor. É lindo! :)

Confira também no blog O Evangelho Segundo o Espiritismo.

  • O Céu e o Inferno

Não, nós não acreditamos em Céu ou Inferno. Este livro, segundo sua folha de rosto, é o “exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte”.

O livro é separado em duas partes: a primeira é a Doutrina, que contém o exame comparado das diversas crenças, e a segunda, os Exemplos, que serviram de estabelecimento para a teoria, sendo retirados de diversos lugares e tempos, para evitar serem considerados de uma única fonte.

O blog com os textos do livro O Céu e o Inferno ainda está em construção, mas mesmo assim vou deixar o link. O site Portal do Espírito dispõe os textos do livro O Céu e o Inferno.

  • A Gênese

O próprio título já esclarece o livro. A Gênese fecha o ciclo das obras da codificação e esclarece o começo de tudo, unindo finalmente Ciência e Religião. Segundo sua folha de rosto “a Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.

É também dividida em três partes: A Gênese propriamente dita, os Milagres, onde descreve o que realmente aconteceu nos milagres de Cristo, e as Predições.

O blog sobre A Gênese também ainda está em construção, mas os textos podem ser lidos em A Gênese, do site Portal do Espírito.

Espero que tenha esclarecido um pouco sobre as Obras Básicas. Qualquer dúvida, basta deixar a pergunta aí.

Tenham todos uma ótima e abençoada semana!

Posts anteriores: O que é o Espiritismo? e História do Espiritismo.

Fontes: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese.

MIRANDA, Hermínio C. A obra de Kardec e Kardec diante da obra. Reformador, Rio de Janeiro: FEB, ano n90. nº3, março, 1972, p. 7.

ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA. Programa Fundamental, TOMO I, Módulo II, Roteiro 4. Obras básicas.

A GÊNESE. Wikipédia. Acesso em 29/06/2008.

História do Espiritismo

segunda-feira
mai 26,2008

Antes de qualquer coisa, quero pedir desculpas por não escrever um texto bem elaborado, com vários links e cheios de trechos como eu gostaria. Me falta tempo hoje, mas prometi que postaria sobre a História do Espiritismo. Então, vou colocar aqui o texto do site da FEB – Federação Espírita do Brasil, sobre o assunto.

O texto conta a história a partir de Kardec, mas quero ressaltar que ela começa ainda nos tempos dos filósofos gregos, com Sócrates, que foi o primeiro a falar que os homens que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem.

Quem quiser saber sobre a cronologia da História do Espiritismo, há um tópico bem interessante na comunidade do orkut História do Espiritismo. Vou deixar o link do fórum aqui.

A seguir, o texto da FEB:

História:

No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.
Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec. A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico. Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”: “O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará”.

O Wikipédia traz um artigo muito bom sobre as irmãs Fox, que deram início às manifestações mediúnicas modernas.

Outra coisa que quero deixar aqui hoje são os links de alguns blogs espíritas:

O que os Espíritos dizem – blog com vários artigos, vídeos, perguntas e respostas sobre o Espiritismo.
Kardec Responde – blog com vários esclarecimentos.
O Livro dos Espíritos – blog com os textos do Livro dos Espíritos, decodificado por Allan Kardec em 1857
O Evangelho Segundo o Espiritismo – blog com os textos do Evangelho Segundo o Espiritismo, decodificado por Allan Kardec em 1861
O Livro dos Médiuns – blog com os textos do Livro dos Médiuns, decodificado por Allan Kardec em 1861.

Pra finalizar, quero deixar um texto que minha “Mamãe Virtual”, a Regina do blog Mundinho RêLua me mandou. Acho que completa o que falamos no post passado. É de Amílcar Del Chiaro Filho, escritor e radialista na Rádio Boa Nova, de Guarulhos-SP. Disponível aqui.

Antes de Crer é preciso Compreender

Ser espírita é uma questão de livre opção, por isso, estão equivocados aqueles que pensam que estamos atrás de adeptos. Aliás, Allan Kardec afirmou que para ser espírita, antes de crer, é preciso compreender. Compreender o quê? O que é o Espiritismo, do que se ocupa, qual a sua finalidade.

Através do estudo da Doutrina Espírita, que está contida essencialmente na obra Kardequiana, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, Obras Póstumas, O Que é o Espiritismo e outros opúsculos, aprendemos que a Doutrina Espírita trata essencialmente de:

a. Existência de Deus como Pai soberanamente justo e bom, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
b. Existência e imortalidade da alma e seu destino. Trata, também, da sua preexistência.
c. Comunicabilidade entre vivos e mortos, ou numa linguagem espírita, encarnados e desencarnados, através da mediunidade, ponte feita com um material que se chama amor, por onde transitam nossos amados que viajaram antes, ou aqueles que nos odeiam, para exercer perseguições.
d. A reencarnação, que é sempre progressiva e na humanidade. A finalidade da reencarnação não é a de quitar erros do passado, e sim, a de levar o espírito a perfeição, destinação superior que lhe foi dada pelo criador.

O Espiritismo é cristão, e a sua moral é a evangélica, porque é a melhor que existe. Entretanto é preciso compreender que ele está acima dos dogmas, e aberto a todas as filosofias e religiões, porque Jesus de Nazaré não pertence a uma seita ou a um povo, é um missionário sem pátria, sem sectarismo.

O objetivo essencial do Espiritismo é o de melhorar o homem moral e intelectualmente, para que o homem melhore o mundo. Embora o Espiritismo ensine ao homem que a sua verdadeira pátria é a espiritual, ele não se preocupa em levar o homem para o céu, e sim, fazer da Terra um mundo melhor, de paz, harmonia, justiça.

Viver com dignidade é uma das nossas lutas, e para viver com dignidade o homem deve ter o suficiente, como uma casa onde construa um lar. É preciso ter alimentos, roupas, escola em todos os níveis, assistência médica e dentária, emprego, lazer.

Aprendemos, ainda, com o Espiritismo, que a prece é um ato de adoração a Deus. Ela não muda as leis do universo, mas dá forças, coragem, ânimo e fé. Através da prece ligamo-nos com Deus, e criamos um ambiente de fraternidade e de união com os nossos entes queridos desencarnados.

Queremos deixar bem claro que o Espiritismo não admite a mediunidade profissional. Daí de graça o que de graça recebeste, é o lema orientador do Espiritismo, pois ninguém pode arbitrar um preço ao trabalho dos espíritos, e nem obrigá-los a se manifestarem.

Está aí, em linhas gerais, que precisam ser aprofundadas, as finalidades do Espiritismo. Reiteramos nossa argumentação de abertura: O Espiritismo aconselha, que, antes de crer, é preciso compreender.

Tenham uma excelente semana! :*

O que é o Espiritismo?

domingo
mai 18,2008

Bem, eu estava pensando em como fazer o blog ficar mais legal e resolvi que definiria as estações do Bonde. Cada dia da semana o Bonde pararia em uma estação sobre algum assunto do meu interesse… E espero sinceramente que nossos interesses se coincidam! hehehe…

Pensei, então, que domingo seria um bom dia para falar do Espiritismo, a minha religião. Na verdade, o Espiritismo não é uma religião por não ter sacerdotes, dogmas e rituais, e é melhor encaixado como Doutrina. Decidi falar porque há muitas pessoas que não conhecem o Espiritismo e já vêm cheios de pedras e preconceitos. Tem gente que sequer sabe que acreditamos em Jesus! Por isso, todos os domingos vou falar um pouquinho sobre a Doutrina Espírita, mesmo que seja apenas pra vocês criticarem conscientemente! hehehe…

E pra começar, acho melhor explicar do que se trata o Espiritismo.

O Espiritismo é uma Doutrina decodificada por Allan Kardec no século XIX, mas essa história será assunto para o próximo post. Hoje quero me ater aos conceitos e objetos de estudo.

No livro “O que é o espiritismo?” Allan Kardec diz que “a Doutrina Espírita ou Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível”. No mesmo livro ainda afirma: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

Então já temos um conceito. Espírita não é Espiritualista. Este é qualquer pessoa que acredita em algo além da matéria, enquanto aquele estuda as relações do e com o mundo espiritual.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no Espiritismo foi o seu tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião. Falamos em ciência quando Kardec afirma que o Espiritismo veio para esclarecer o que a ciência ainda não conseguia por si só. E é interessante uma passagem em que ele diz também que a ciência e a religião andam juntas! A ciência precisa da religião para que consiga ser completa e a religião precisa da ciência para que possa ser comprovada. Aliás, é um aspecto da Doutrina Espírita: a “fé raciocinada”. Eu achei isso meio ilógico quando entrei, pensava que ter fé era acreditar em algo que não precisa ser comprovado e esse é um pensamento equivocado. O fato de hoje podermos comprovar a existência dos Espíritos não quer dizer que não poderemos mais ter fé em Deus, ou que nossa fé não teria mais tanta força. Ao contrário, é mais um motivo para se ter fé no Pai e em seu amor, e podermos olhar com outros olhos a grandiosidade de Sua obra.

“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo”. Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.

Voltando para o aspecto científico, gosto deste trecho do livro “O Fenômeno Espírita” de Gabriel Delanne: “O Espiritismo é uma ciência cujo fim é a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade, por meio de comunicações com aqueles aos quais impropriamente têm sido chamados mortos”. Acho que está bem explicado, não é?

Kardec explica também no livro “O que é Espiritismo” como este trecho: “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações”. Ainda sobre o sentido filosófico, há este trecho publicado por ele na Revista Espírita em 1868: “No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza”.

E sobre seu último aspecto, e o mais importante, há este trecho do Livro dos Médiuns: “O Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças; (…) um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem, fortalecê-los nos que os tenham vacilantes”. Allan Kardec.

Acho que com esses trechos ficou claro o que é a Doutrina Espírita e em que ela se baseia. É importante dizer mais uma vez que nós respeitamos TODAS as crenças. Não acreditamos que ninguém vá ser punido por não acreditar no que os Espíritos nos disseram.

Bem, vou terminar esse texto por aqui. Se alguém tiver uma pergunta, é só colocar aí embaixo…

Grande beijo e ótimo domingo!

Trechos retirados da Apostila número I do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, com os devidos créditos.

Pegue o Bonde:


Recados:

A Comunidade do Bonde no Orkut tem uma nova enquete: "Você concorda com o Projeto de Lei do Senador Cristóvam Buarque?". Não se esqueçam de votar! :)


Enquete:

O que você achou do final de LOST?
Mííííííííístico!!!! Muito bom!!!
Adorei! Só não gostei de não ter respostas.
Neutro. Um final previsível para a série.
Não gostei, mas poderia ter sido pior.
Tá brincando? Vou juntar uma gangue pra pegar o JJ ABRAMS por ter me feito de idiota por 6 anos!


Paradas Anteriores


Últimas Paradas


Passageiros:


RSS Infamidades