Gente, se vocês nunca levaram a sério qualquer coisa que eu tenha escrito neste blog, peço que levem hoje. De verdade.
Acabei de ler um dos livros mais lindos do mundo: “A Cabana”, de William P. Young. O livro conta a história de Mack, um homem mergulhado no que ele chama de “A Grande Tristeza” após o assassinato brutal de Missy, sua filha caçula. Um dia Mack recebe um bilhete supostamente escrito por Deus, querendo encontrá-lo na cabana onde ocorreu o assassinato de sua pequena. Curioso, Mack vai até lá. E tem o final de semana mais incrível de sua vida.
E os leitores também.
Apesar de ser Espírita e discordar de muitas partes do livro, eu me senti profundamente tocada por aqueles diálogos e pela forma que o autor tratou o amor de Deus por nós. Em vários momentos vi Mack perguntar as questões que afligiam a minha alma. E em vários outros trechos eu tive que enxugar as lágrimas e engolir os soluços, experimentando a sensação da paz e do meu próprio encontro com o Paizinho. Sim, meu próprio encontro. Porque quando eu começava a desejar estar no lugar de Mack, sentada no cais ou trabalhando em um jardim com Ele, simplesmente me lembrava de que eu posso ter esse meu encontro em qualquer lugar, em qualquer hora. E assim foi.
Mesmo tendo a consciência de que aquele livro foi escrito por um homem – um presente aos seus filhos, segundo o autor -, é nítido que ele teve alguma inspiração divina. Esse livro me tocou profundamente e eu posso afirmar que me sinto uma pessoa melhor agora. Fiz um acordo comigo mesma: ler “A Cabana” em janeiro de cada ano que eu viver, apenas para manter meu coração iluminado e, claro, absorver cada vez mais das palavras sábias e amorosas do livro. E é por isso que eu o estou indicando hoje: desejo imensamente que experimentem essa mesma sensação que estou experimentando, de confiança total no amor de Deus por nós.
É isso! Leiam “A Cabana”.
Beijocas!
Bem, ontem eu recebi pela primeira vez aqui no Bonde um comentário ofensivo. Não uma ofensa a mim, mas a uma pessoa que comentou em um post há algum tempo. E isso me deixou em um grande dilema.
Eu sempre moderei os comentários do Bonde para ter controle, saber quem andava comentando, quando, evitar comentários duplos e, claro, ter um motivo a mais pra vir aqui e me dedicar ao blog. A minha intenção não é ficar escolhendo o comentário que vai ser aprovado ou não, já que eu sempre defendi a liberdade de expressão.
Acontece que eu também sempre defendi o respeito às pessoas. Sempre achei que há várias maneiras de se dizer a verdade e que não é necessário escolher a pior delas. Agora estou em um dilema e preciso de alguma ajuda pra resolvê-lo.
Vocês blogueiros, me digam: eu devo aprovar ou recusar o comentário? Até onde vai a liberdade de expressão na seção de comentários do seu blog? Qual é o critério que vocês usam para aprovar ou recusar um comentário?
Help me!
Gente, tô felicíssima!
Finalmente, depois de anos tentando e sendo humilhada pelos meus irmãos (um deles foi publicado 3 vezes e o outro nada menos que 5), o MR do Charges resolveu me publicar! O print tá aí, mas acho melhor ir até o site dar uma olhadinha:

Feliz! Feliz…
A propósito, não vou fazer posts de “estou de volta”. Talvez seja essa a grande “maldição do Bonde”. hehehe…
Beijos a todos!
Não, este não é um post romântico.
Bem, devido ao fato de eu estar temporariamente sem internet, só hoje vou conseguir contar a vocês como foi o meu “Dia dos Namorados”, numa notável referência ao já falecido blog “Senta que lá vem a história”.
Valentine’s Day
Fato 1: Para cair, Stéfanie só precisa estar de pé. MESMO!
Fato 2: Apesar dos 25 anos, Stéfanie ainda não aprendeu a andar de salto alto.
Fato 3: A Lei de Murphy insiste em persegui-la. AONDE QUER QUE ELA VÁ!
Fato 4: O Dia dos Namorados coincidiu com o festival PMW, que trouxe as bandas Ratos do Porão e Pato Fu, dentre outras.
“Eram 23 horas. Stéfanie estava em seu quarto assistindo a filmes melosos na televisão, já conformada por passar a data solitária. Terminava de fazer as unhas e já se preparava para dar um banho de creme no cabelo quando seu amigo Rodrigo apareceu em sua casa.
- Bora pro show do Pato Fu? – disse ele.
Stéfanie olhou para ele com desespero e já começou:
- Ahh não, Guigo! São 23 h e eu…
- Bora logo!
- Mas Guigo, eu não tenho roupa, não tenho sapato pra ir, meu cabelo tá horrível e eu…
- Eu vou te dar um murro! Vai logo se arrumar!!!
Diante da ameaça à sua integridade física, Stéfanie saiu resmungando pro quarto. Tomou um banho, fez uma maquiagem mais ou menos e, depois de brigar uns 10 minutos com os cabelos, resolveu deixá-los soltos mesmo. Por fim, chegou ao guarda-roupa.
Havia sido dia de lavagem de roupas, mas não de “passagem” e a única blusa mais ou menos que tinha no armário era uma fofíssima batinha roxa. O único problema com a batinha era que Stéfanie tinha apenas um sapato para combinar com ela: uma sandália plataforma. Ela pegou as sandálias, olhou, olhou e pensou: “Isso não vai dar certo”. Mas o show seria no Espaço Cultural e havia grandes chances de ser na chamada “Grande Praça”, lugar acimentado, sem grandes relevos ou obstáculos que pudessem fazê-la tropeçar. Mesmo assim, olhou novamente para o guarda-roupa na esperança de encontrar qualquer outra coisa, mas foi em vão. Vestiu a bata roxa e a sandália plataforma e seguiu para o show!
Ao chegar no estacionamento do Espaço Cultural, Stéfanie reparou que o festival seria mesmo na Grande Praça e se aliviou. Guigo cumprimentou o rapaz que estava cuidando dos carros – um ex-colega de trabalho – e os seguiram para o lugar do show.
Enquanto andava na pequena trilha de cimento no meio da grama, Stéfanie, preocupadíssima, procurava a entrada. O Espaço Cultural de Palmas tem dois planos: um na altura do estacionamento e um bem mais embaixo, na altura da avenida Siqueira Campos. A Grande Praça ficava no plano de baixo, cujo acesso é feito por uma escadaria ou por um declive no gramado que é praticamente vertical. Desesperada, Stéfanie constatou que a escadaria estava fechada e via Guigo se dirigir para o declive. Hesitante, ela foi andando atrás dele. Olhou para todas as pessoas em volta. Tinha muita gente, mas a maioria estava bêbada! Stéfanie olhou novamente para o declive. “Definitivamente, isso não vai dar certo!!”. Ao ver que Guigo já estava descendo, ela respirou fundo e foi atrás dele.
No quinto passo que ela deu no gramado do declive, VIROU O PÉ DIREITO, SE DESEQUILIBROU, APOIOU-SE NO CHÃO COM O PÉ ESQUERDO, MAS NÃO DEU CERTO! ELA VIROU O PÉ-ESQUERDO TAMBÉM E CAIU DE BUNDA NO CHÃO!
Guigo correu para socorrê-la.
- O que aconteceu? Você tá bem?
- Ai! – gemia ela – Meu pé tá doendo!
- Você torceu o pé? – disse ele preocupado.
- Acho que sim. Torci os dois!
Stéfanie pegou a sandália e viu o estrago feito: o pé direito estava totalmente rasgado, impossibilitando o sapato não apenas de ser usado, mas consertado.
- Você consegue levantar? – disse ele estendendo a mão a ela.
Stéfanie se apoiou no amigo e conseguiu ficar de pé.
- Vamos voltar à sua casa pra você trocar esse sapato.
Mancando, ela e Rodrigo voltaram até o estacionamento. Com o sapato na mão, Stéfanie evitou olhar para as pessoas ao redor. Quando passou por todos, ela começou a rir e Guigo, que estava só esperando uma oportunidade, caiu na gargalhada também.
- Por que isso acontece comigo, Guigo??? Me fala!!
- A sua sorte é que o povo tava bêbado demais pra prestar atenção em você.
Os dois chegaram ao estacionamento e, enquanto abriam o carro, o rapaz perguntou:
- Ué, já vão embora?
- Ela caiu e arrebentou a sandália. – disse Guigo às gargalhadas.
O cara riu também e Stéfanie começou a bater no amigo.
- Não precisa falar isso!!
- E eu vou dizer o quê? – disse ele ainda rindo.
- Diz que eu arrebentei a sandália, ué! Não fala que eu caí!
Guigo levou Stéfanie em casa. Ela pegou um vestidinho preto qualquer e colocou por cima da calça jeans. Calçou uma sapatilha Moleca preta, prendeu o cabelo e voltou pro carro. Guigo enxugou os olhos quando a viu.
- Tava aqui chorando de rir! – disse ele.
- Você não vai deixar isso passar, vai?
- Claro que não!
E os dois voltaram ao Espaço Cultural. Ao chegarem, Stéfanie ajeitou o vestidinho e disse confiante:
- Quero ver alguém me reconhecer agora!
Ao descer do carro, o cara do estacionamento disse às alturas:
- AHH! COM ESSE SAPATO VOCÊ NÃO CAI DE NOVO!!
Guigo voltou às gargalhadas e Stéfanie, novamente sem graça, saiu andando apressada.
- Vamos logo!!!”
Moral da história 1: Nunca, nunca e nunca use uma sandália plataforma se você não sabe onde é a entrada da festa.
Moral da história 2: Jamais caia na presença do seu amigo mais gaiato que não vai nunca esquecer o seu mico e pior: deixar você esquecer!
O melhor de tudo foi no show. Eu e o Guigo encontramos outros amigos e ficamos ali conversando. De repente, o Chrysippo, outro dos gaiatos, me puxa num canto e fala:
- Stéfanie, eu sempre tive curiosidade em saber como era descer esse declive rolando na grama. Me conta como é!
Destaque para meu olhar fuzilante para o Guigo e suas gargalhadas.
A propósito, eu ainda hoje estou com meus tendões dos pés doendo… Mas já estou bem! Depois posto pra vocês a foto do estrago da minha sandália.
AH! O show do Pato Fu foi ótimo!
Desta vez na ilha de LOST… By the way, se você não assistiu à última temporada, melhor não ler. Sim, meu sonho contém spoilers.

“Stéfanie estava em um avião rumo à Los Angeles. Achou a viagem longa demais e decidiu pedir um copo de água, o que sempre faz quando está ansiosa. Apertou o botão no teto e ficou esperando a aeromoça. Uma mulher ruiva se aproximou e sorriu:
- Pois não?
Stéfanie a observou por alguns segundos. Já vira aquele rosto antes, mas onde? Não conseguia se lembrar.
- Algum problema? – perguntou a aeromoça.
- Não, não. – respondeu Stéfanie – Só quero um pouco de água. Pode me trazer?
- Claro.
A aeromoça saiu em direção ao fundo do avião. Stéfanie, ainda com aquela sensação estranha de Déjà Vu, começou a observar à sua volta e o que viu a deixou estarrecida!
Na poltrona ao lado havia um casal de coreanos. A mulher parecia bem chateada e o homem estava calado. Uma moça de cabelos cacheados estava com as mãos algemadas e o cara ao lado dela parecia ser um policial. Havia um rapaz gordo na terceira fileira, ouvindo um fone de ouvido. E um homem moreno e bem vestido tomava um gole de whisky, enquanto um belíssimo loiro resmungava mal-humorado.
- Não pode ser! – pensou Stéfanie – Estou no avião de LOST!!
Um muçulmano olhou para ela e perguntou se estava tudo bem, ao mesmo tempo em que Stéfanie viu um rapaz loiro parecido com um hobbit seguir para o banheiro.
- É o Charlie! Ele vai se drogar. É agora! – virou-se para o muçulmano – Aperte o cinto.
E foi então que as coisas aconteceram. O avião começou a tremer e, de repente, a parte traseira se soltou. O pânico se instalou, ouvia-se gritos por todos os lados! Pessoas foram puxadas para fora, poltronas voavam! Alguns tentavam se segurar com unhas e dentes e então, a próxima lembrança de Stéfanie, foi a de estar à beira da praia.
Era uma praia belíssima, daquelas que geralmente se vê em fotografias ou na televisão. Mas ela não teve tempo de observá-la direito. Havia muitas pessoas machucadas e todos se socorriam uns aos outros. O moreno bem-vestido parecia ser um médico e fazia alguns procedimentos de primeiros socorros, ao mesmo tempo que uma loira gritava desesperada, em choque. Stéfanie, que também sabia algumas coisas de primeiros socorros, começou a ajudar. E se sentiu feliz por ser parte daquilo, afinal, LOST era sua série preferida!
No dia seguinte, Stéfanie viu Sawyer, Kate, Sayid, Shannon e Boone saírem com o rádio na mão, tentando uma frequência. Viu Jack cuidar do policial que passava muito mal e Hurley se empenhando em cuidar da comida. John Locke estava sempre sentado, afastado dos outros, observando o mar. Mas quando ela passava, ele acenava, como se soubesse de onde ela era. Stéfanie passou a ser parte do grupo, agindo como se não soubesse das coisas que aconteceriam. Seu único receio era em relação a Sayid. Ela tinha medo que o muçulmano se lembrasse de que ela o mandou apertar o cinto antes do acidente e, já tendo visto seus “dotes” como interrogador, resolveu se afastar dele.
Um belo dia, ela foi fazer uma caminhada e, quando voltou, as coisas estavam deveras diferentes.
Seus amigos Losties já não moravam mais à beira da praia, mas sim na vila do pessoal da Dharma e estavam bem ali. A vila era sempre abastecida com a comida que “caía” do céu. Todos já estavam acomodados à nova vida e pareciam até mesmo felizes.
Ao vê-la observando tudo de longe, Sun sorriu e foi ao seu encontro.
- Stéfanie! – disse a coreana abraçando-a – Você voltou!
- Sim. – disse ela confusa – Mas estou vendo que vocês já passaram por várias temporadas – e acariciou a barriga de seis meses de gravidez de Sun.
A coreana sorriu e levou Stéfanie para dentro da vila. Todos correram para recebê-la de volta. Jack, Hurley, Kate e até mesmo Sayid deram-lhe um bom abraço de boas-vindas. A única coisa que realmente a deixou triste foi ver Sawyer, por quem tinha mais do que “uma queda”, agora casado com Juliet que, apesar de não estar no avião, estranhamente já a conhecia e eram boas amigas.
- Temos uma surpresa pra você. – disse Jack abrindo a porta.
E de lá saíra a mãe de Stéfanie, seu irmão Rojas e seu amigo Gauchovisky, que também a receberam com um grande abraço.
- Meu Deus! – disse ela feliz por vê-los – O que estão fazendo aqui?
- Nós soubemos onde você estava. – disse Mara, a mãe – Sentimos saudades.
Stéfanie os abraçava feliz, como há muito tempo não se sentia! Tudo estava bem até que Stéfanie viu um homem parado, escorado na porta. Seus atentos olhos azuis a observavam e ela pôde ver sua mente perigosa maquinando planos.
- O que você está fazendo aqui? – disse Stéfanie afastando sua mãe.
Ele se surpreendeu com a pergunta e deu um sorriso dissimulado.
- Eu moro aqui. – estendeu a mão a ela – Então você é a Stéfanie de quem todos falavam? Que bom que está de volta!
Ela olhou com desdém para sua mão e disse:
- Eu não sou como eles, Ben. Não vou cair nos seus planos! Pensa que não te conheço? Eu sei tudo o que você é capaz de fazer!
Sua mãe segurava Stéfanie.
- O que é isso, filha? Por que você está agindo desse jeito?
- E de onde você e o Ben se conhecem? – perguntou Juliet.
- Ele é o responsável por todas as coisas ruins que acontecem nesta ilha! – gritava ela – Será que vocês não entendem?
- Você foi pega pelo monstro de fumaça preta? – perguntou Rojas – Está ficando louca?
- Não! É claro que não! E ele é o responsável pela fumaça preta! Eu vi! É ele quem a ativa!
Foi um alvoroço. Todos tentavam defender Ben, dizer que era um bom homem que encontraram na ilha. Falavam que ele os estava ajudando nas tarefas diárias e que era uma pessoa pacífica. Ninguém entendia a hostilidade de Stéfanie em relação ao baixinho de olhos azuis. Mara pedia desculpas pela reação da filha.
- Tudo bem. – disse Ben com um sorriso simpático – Ela deve estar um pouco perturbada, afinal, ficou fora por tantos episódios… Aliás, estamos ansiosos em saber o que aconteceu com você neste período, Stéfanie.
E todos novamente se viraram pra ela. Mas Stéfanie não sabia responder. Para ela, havia sido apenas um passeio na beira do mar!
- Acho que é melhor descansar. – disse Juliet pegando em seus ombros – Por que não toma um banho e se deita um pouco? Jack e eu poderemos te examinar mais tarde e, com calma, pode nos contar tudo o que aconteceu. O que acha?
As pessoas começaram a insistir nisso e Stéfanie acabou cedendo.
- Tudo bem. Vai ser mesmo bom pra mim. Mas por favor, acreditem: ele não é quem vocês pensam!
Ben apenas deu seu largo sorriso e fixou o olhar em Stéfanie enquanto ela passava por ele.
- Nós ainda não acabamos, Benjamin Linus. – disse ela quando ficaram lado a lado.
Stéfanie viu os olhos azuis de Ben tremerem levemente e sorriu triunfante. Ela estava certa, afinal!
Juliet a levou até o banheiro onde a deixou à vontade para tomar um banho. Stéfanie se lavava pensando, preocupada com o que havia acontecido. Como podia? Pela manhã ela estava na praia, ainda na primeira temporada e agora todos já moravam na vila! Devia perguntar a Juliet em que ano eles estavam. Assim, poderia se localizar. Estariam na quinta temporada? Talvez. Charlie não estava mais com eles e nem Desmond. Mas onde afinal estava John Locke? Estremeceu. Será que Ben matou Locke?
Neste momento, Stéfanie viu a porta do banheiro se abrir devagar. Amarrou a toalha no corpo rapidamente e, quando a porta abriu um pouco mais, viu Ben do outro lado. Ele tinha raiva em seu olhar, o que a assustou.
- Não vou deixar você acabar com tudo o que consegui até aqui. – disse ele com uma arma nas mãos.
Stéfanie ia se preparar para gritar, mas não foi possível. Gauchovisky passou neste mesmo momento e viu a cena.
- O que houve? – perguntou ele desconfiado.
Ben virou-se para Gauchovisky, mas deixou Stéfanie ver a arma, como um lembrete.
- Eu a ouvi gritar. – respondeu o baixinho de olhos azuis – E vim ver o que era. Não é?
Ele olhou para Stéfanie e ela entendeu o recado: se não confirmasse sua história, Gauchovisky iria morrer.
- Sim. – disse ela por fim – Uma barata saiu de dentro do ralo do banheiro e gritei assustada. Mas ela já voltou para dentro do ralo e está tudo bem.
Ben sorriu novamente e, guardando a arma dentro da calça, saiu do banheiro. Ao ver que ele saíra, Stéfanie chamou Gauchovisky.
- Ao menos você precisa acreditar em mim! Ele não é quem vocês pensam que é! Seu nome é Benjamin Linus e…
- Do que você está falando, Teté? O nome dele é Harry Gale e caiu na ilha de balão!
Ela olhou desapontada para o amigo e se lembrou: Gauchovisky só viu LOST até a segunda temporada!
- É, eu devo estar imaginando coisas. – disse ela.
O amigo sorriu e a deixou novamente no banheiro. Stéfanie se trocou rápido e foi até o quarto que Juliet havia preparado para ela.
- Jack vai examiná-la agora. – disse ela – Posso deixá-lo entrar?
- Claro. – respondeu sorrindo.
Jack entrou no quarto e fez perguntas típicas de uma anamnese a Stéfanie. Mediu sua temperatura e aferiu sua pressão.
- Você está fisicamente bem. – disse ele – A única coisa que podemos diagnosticar é sua perda de memória e a implicância com Ben.
- Você tem alguma ideia do que possa ser? – perguntou Juliet.
- Ela pode ter passado por algum trauma. Talvez o Rojas esteja certo, ela foi pega pelo monstro de fumaça.
- Mas eu e a Kate também fomos e não ficamos assim.
- Cada organismo reage de um jeito. – disse Jack levantando-se.
Stéfanie pegou nas mãos do médico.
- Jack, preste atenção em uma coisa. Eu sei que fiquei sumida por um tempo, embora para mim tenha passado apenas algumas horas. Mas não estou louca! Ben não é quem ele diz ser. Ele é um monstro manipulador. É o responsável por todas as coisas que aconteceram de errado aqui. Acredite em mim!
O médico sorriu.
- Pelo amor de Deus! Você é o homem da ciência, Jack! Nunca se perguntou cientificamente o que seria esse monstro da fumaça? Nunca se perguntou o que aconteceu com o pessoal da Iniciativa Dharma? Ou o que aconteceu ao Locke?
Juliet e Jack se entreolharam.
- Vocês PRECISAM acreditar em mim! Ben tem um plano! Eu ainda não sei o que é, mas ele sempre tem um plano!
- Vamos fazer o seguinte, Stéfanie. – disse Juliet – Durma um pouco, ok? Quando acordar, nós conversaremos sobre isso.
- Mas…
- Eu concordo que há coisas erradas. – disse Jack – Mas sei que está cansada agora. Durma. Assim que acordar discutiremos nós três essas situações. Como pessoas da ciência. Ok?
Stéfanie achou melhor concordar. Todos acabariam dizendo que suas desconfianças eram devido ao cansaço e o único meio de combater esse argumento seria descansando.
- Vou apagar a luz. – disse Juliet – Mas estaremos todos aqui na sala. Se precisar, chame.
Ela concordou e escorou a cabeça no travesseiro, pensando. O que Ben estaria tramando? Como conseguiu fazer com que todos, inclusive Jack e Sayid acreditassem em sua história?
Foi então que Stéfanie olhou para a janela e viu Ben do outro lado, com o mesmo olhar de raiva, apontando a arma para ela. Stéfanie gritou e Sun abriu rapidamente a porta do quarto, acendendo a luz.
- O que houve? – disse ela.
- É o Ben! – apontou para a janela – Ele está tentando me matar.
Sun correu até a janela e olhou para fora, mas já era noite e estava escuro.
- Não vi nada.
- Sun. – disse Stéfanie segurando suas mãos – Nós somos amigas há muito tempo! Você sabe que eu não estou louca! Eu SEI que Ben está tramando alguma coisa e eu posso atrapalhar seus planos!
Sun, vendo o pavor nos olhos de Stéfanie, resolveu acreditar na amiga.
- Tudo bem. – disse puxando-a – Não vou mais deixá-la sozinha, ok?
As duas saíram do quarto. Sun se aproximou de Juliet e perguntou sobre Ben, mas a loira não sabia.
- Estou achando que a Stéfanie tem razão. – disse a coreana – Ela está muito convicta no que diz! Não faria isso se não tivesse certeza do que está dizendo!
- Eu sei. E Jack também acha que tem alguma coisa errada. Ela conseguiu nos convencer.
- Que bom! – disse Stéfanie – Porque pode ser que dê para parar o que quer que o Ben esteja tramando! Ele matou toda a Iniciativa Dharma, Juliet! Eu sei disso! Eu vi! Ele é um monstro! Deve estar tramando algo pior agora!
- Precisamos ir atrás do Ben. – disse Sun saindo da sala – Vou falar com o Jin.
Todos na casa começaram a se movimentar. Kate, Jack, Sawyer e Sayid se armaram para ir até a floresta “caçar” Ben Linus. Stéfanie, Mara, Rojas e Gauchovisky trataram de fechar a casa. Jack deixou com Juliet algumas armas antes de sair.
- Vou verificar se tudo está fechado. – disse ela com a arma em punho.
Rojas, Gauchovisky e Mara foram ajudá-la e Stéfanie se viu sozinha em um quarto. Ela olhou tudo em volta e, de repente, ouviu o barulho da porta se fechando devagar. Ela se virou e lá estava ele: Benjamin Linus. Ao invés de medo, Stéfanie sentiu raiva. Muita raiva daquele baixinho manipulador. Ben a olhava com o mesmo sentimento e se aproximava devagar.
- Agora somos só você e eu. – disse ele parando a poucos centímetros de Stéfanie.
- Exatamente, Ben. – disse ela dando um passo à frente – Você e eu!
Trocaram olhares fuzilantes, como caubóis no faroeste, segundos antes de um duelo. Quando os dois iam começar a brigar”…
Eu acordei!
hahahahahahahaha…
1. Na ilha de “Lost”?
2. Amicíssima de Sun e Juliet?
3. Gauchovisky falando em “Harry Gale” porque só viu até a segunda temporada? hahahahaha… Essa foi a melhor!
4. Preciso urgentemente colocar meu plano de sequestrar JJ Abrams em ação e obrigá-lo a me contar o final de “Lost”.
5. Grande Michael Emerson, o intérprete do irritante Ben Linus! Grande ator!
Hoje, dia 08 de Abril é o dia Mundial do Combate ao Câncer. Eu não vou fazer agora um post sobre câncer, mesmo porque, eu já falei sobre a doença anteriormente em um dos posts comemorativos para o meu aniversário no ano passado. O post de hoje é sobre “coincidências”.
Meu irmão Rojas nasceu de 8 meses, de um parto complicado. Apesar disso, o moleque chorou e berrou tanto que nem precisou ficar incubadora. Eu dizia que ele era meu presente, já que eu o pedi de aniversário e, segundo mamãe, ele foi feito no dia em que eu completei 3 aninhos. Depois que ele nasceu, eu cuidava dele como se fosse meu filho. Nossa ligação era tão grande que a primeira palavra que ele disse foi “Teté”, apelido que ele me chama ainda hoje.
Pois bem, quando o Rojas tinha 1 ano, nós descobrimos que eu tinha câncer. Vocês já devem imaginar como foi a história, né? Já falei aqui que os médicos disseram que eu só tinha 1% de chances de sobreviver, vocês tiram como foi toda a luta. Quando os médicos me desenganaram, a mamãe resolveu trazer o Rojas pra perto de mim. E, de repente, a presença do meu irmão me fez ter novamente vontade de viver e meu 1% se tornou 70%, só pela alegria de estar com ele de novo, de ser amada e respeitada por ele, mesmo magrela, careca e doente.
O tempo passou, eu fiquei curada, graças a Deus. Viemos para Palmas onde crescemos e nos tornamos adultos. Nossa amizade está cada dia mais forte, apesar dos desentendimentos existirem, mas isso é a coisa mais normal entre irmãos, né?
Bom, vocês devem estar se perguntando onde está a “coincidência” citada acima. É que nós descobrimos que o dia 08 de abril, ANIVERSÁRIO DO MEU IRMÃO, foi eleito o Dia Mundial de Combate ao Câncer!!!
E aí? Vocês acham que eu devo tirar as aspas da palavra “coincidência”? Eu acho que não…

MAT!!!! Feliz aniversáriooo!!!
Da Maninha que te ama mtooo!!!
Terça-feira passada, foi uma madrugada como outra qualquer: laptop no colo, pés na cadeira, Simpsons na tv… De repente senti meu olho coçar, mas nada alarmante. Na quarta, meu olho esquerdo amanheceu avermelhado e coçando. Pensei ser uma mera alergia do vento, mas ele permaneceu assim, até que na sexta, ao acordar, não consegui abri-lo por estar preso pelos cílios com tanta remela. Pensei: “É hora de ir ao oftalmologista”. Segunda amanheci na porta do meu médico e, depois do escândalo habitual na hora de aferir a pressão ocular (não consigo, gente! Definitivamente…), ele me examinou e disse que eu estava com conjuntivite viral.
Ok. Conjuntivite viral. WTF is this????
Segundo o Wikipédia, “conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras”. Legal, né?
Bom, eu já sabia que poderia ter inflamações bacterianas ou virais, mas descobri que também existem as tóxicas e as alérgicas. Essas últimas, geralmente atacam quem já tem tendência a alergias como rinite ou bronquite, enquanto a tóxica é causada por algum elemento químico, podendo ser até mesmo fumaça de cigarro. Mas as contagiosas são mesmo só as infecciosas (bacteriana ou viral). E há diferenças entre uma e outra. O médico disse que a viral é mais agressiva, pode ferir a córnea também (como feriu a minha :~ ) e que não remela ou lacrimeja tanto quanto a bacteriana, exceto quando amanhece o dia. Exatamente os sintomas que eu estava tendo. Fora isso, também estava com uma discreta fotofobia (intolerância a luz) e, pesquisando, soube que poderia desenvolver febre.
Segundo meu oftalmologista, a conjuntivite não pega no ar, como o povo diz, mas pelo contato. É claro que as chances de você infectar alguém em um ambiente fechado são muito maiores! No meu caso, nem se fala! Meus alunos pegam meu pincel, mexem no quadro, pedem meus lápis emprestados… Pra evitar deixar meus pestinhas doentes, o médico me deixou de molho uma semana, aplicando os colírios antibióticos e antiinflamatórios, e eu resolvi lavar os olhos com soro fisiológico.
Ainda no Wikipédia, há uma lista de coisas que nós devemos fazer quando infectados:
* Lavar as mãos frequentemente;
* Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;
* Lavar com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos;
* Não coçar os olhos;
* Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
* Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
* Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza (sempre achei isso meio anti-higiênico, mas me diziam que eu era neurótica!);
* Evitar contato direto com outras pessoas;
* Evitar pegar crianças pequenas no colo;
* Não use lentes de contato durante esse período;
* Evitar banhos de sol.
Agora, depois de alguns dias de tratamento, meu olho esquerdo está quase curado, enquanto o direito já está bem. Ah, eu não falei que passou pro outro olho? Pois é! Murphy não podia deixar escapar essa, né? Depois que o doutor disse que tinha 30% de chances de pegar no outro olho, o direito amanheceu doente. Vou te contar, viu?
Pelo menos tem uma coisa boa em tudo isso! Meus olhos verdes ficam mais destacados com a conjuntiva vermelha… uhauhauhauhauhauha… É pra quem pode!!! ![]()
Mas não, o olho da foto não é o meu. Perdi a oportunidade de fotografar quando estava mais doente.
Ah! O site ABC da Saúde também tem mais informações sobre a doença.
Hoje eu estava voltando do trabalho correndo, torcendo pra chegar em casa antes da chuva. Mas como minha vida é regida pela Lei de Murphy, no meio do caminho começou a chover. Liguei o “dane-se” e parei de andar depressa, tentando aproveitar os pingos no corpo, pensando que a época da seca estava chegando e eu sentiria saudades daqueles momentos. Foi então que eu vi uma coisa que me deixou pensativa: no meio da calçada havia um formigueiro e uma gota de chuva caiu bem na entrada dele.
Vocês já pararam pra pensar no que uma chuva significa para uma formiga? Um desastre, naturalmente! Uma gota de chuva caindo sobre elas deve ser mais ou menos como sentir um prédio inteiro de concreto caindo na gente. Aquelas menores são as que mais me preocupam: uma gota no chão pode afogá-las!
Enquanto eu via aquela chuva batendo no formigueiro, eu quis me agachar e tentar ajudá-las. Imaginem só! Todos os dias as formigas procuram material pra construir sua casa e, sem nenhum cálculo matemático, conhecimento de engenharia ou qualquer coisa do tipo, elas fazem uma moradia perfeita, eficazmente elaborada. Então, vem a rainha e bota os ovinhos, enquanto as operárias vão atrás de comida pra alimentar toda a comunidade. É uma sociedade admiravelmente perfeita, onde todos trabalham em prol de todos, sem interesses egoístas. Uma coisa admirável, que pode nos servir tão bem de exemplo na nossa vida. Mas que estava sendo destruída por uma chuva.
Então comecei a pensar nos desastres que poderiam estar acontecendo ali naquele momento. Imaginei as formigas correndo, tropeçando umas nas outras, no desespero do instinto da sobrevivência. Fiquei pensando se elas tentavam salvar os ovinhos ou se apenas tentavam não serem soterradas ou afogadas. Imaginei se entendiam o que estava acontecendo, se eram preparadas para aquilo, se sabiam que a destruição era parte da vida. Bem, eu não entendo nada de formigas, mas ao menos nós, seres humanos, sabemos todo o mecanismo por trás dos desastres naturais e, bem ou mal, imaginamos que isso possa acontecer a qualquer um de nós em algum momento da vida. Só não consegui chegar à conclusão de que era melhor saber ou ficar na ignorância. E antes que eu realmente começasse a tentar salvar as formigas, voltei a seguir o meu caminho.
Tentei afastar a imagem das formigas correndo, buscando um lugar seguro o bastante pra se salvarem e foi então que eu sorri. Sorri porque finalmente compreendi o que as pessoas mais sábias querem dizer quando afirmam que a felicidade e as grandes lições da vida estão nas pequenas coisas. Percebi que as formigas, assim que acabasse a chuva, se reuniriam e escolheriam um novo lugar para construir o seu formigueiro. E começariam tudo de novo, com a mesma força de vontade, com o mesmo propósito. Sem se preocuparem se vai haver uma nova chuva ou algum idiota que vai destruir suas casas por diversão. Elas simplesmente tentam outra vez, sem deixar que os medos ou o desânimo as impeçam de recomeçar. E elas conseguem!
E foi então que eu cheguei à conclusão de que realmente temos muito o que aprender com as formigas.
Stéfanie
Hoje eu queria escrever!
Mas escrever sobre o quê? Eu não sei.
Poderia falar sobre a formatura da minha mãe que, depois de 30 anos, finalmente vai ser uma jornalista!
Poderia falar sobre o vestibular que estou querendo prestar, sobre a insegurança de não conseguir, afinal, já há tanto tempo que terminei o 2º grau, mas ao mesmo tempo ficar feliz comigo mesma por acertar uma boa parte das questões de provas antigas…
Ou então eu poderia falar sobre a carreira meio encucada do meu irmão, sobre sua mudança ou não para uma cidade maior, sobre cada um da família seguindo o seu rumo…
Quem sabe sobre a angústia do concurso que não sai, minhas expectativas em me mudar, o frio na barriga em começar uma vida nova, longe da família, dos amigos e de tudo o que eu considerava seguro.
Talvez pudesse falar a respeito de alguma música nova que estou ouvindo, ou sobre as séries que estou acompanhando. Quem sabe até mesmo sobre algumas das notícias que tenho lido nos jornais.
Ou sobre o tempo frio e fresco que está fazendo em Palmas e a nostalgia que isso me dá.
Poderia também escrever uma ficção, uma narração. Idéias vêm aos montes, sempre povoando a minha cabeça, querendo sair, pedindo pra ir pro papel e ser julgada tão cruelmente por mim mesma. Por que a gente nunca gosta das coisas que faz? Aliás, poderia, inclusive, filosofar sobre isso, sobre pessoas perfeccionistas, que nunca estão satisfeitas consigo mesmas e sempre acham que as goiabas do vizinho são melhores.
Mas nada disso está hoje na minha alma. Nada disso está pedindo pra sair hoje.
O que quer sair é algo que está aqui dentro há alguns dias, mas eu não consigo colocar pra fora. O que está pedindo pra sair é um sentimento que ainda não consegui identificar. É uma vontade grande de mudar tudo, de dizer tudo, de gritar, de fazer e acontecer e, ao mesmo tempo, de ficar quietinha no meu canto, olhando, pensando, ponderando…
Muitas coisas acontecendo, boas e não tão boas. Muitas sendo aprendidas e outras tentando serem processadas. Um grito, uma voz, uma pessoa querendo sair, mas receando o mundo à sua volta. Saber o que precisa ser feito, mas faltar a coragem. Inseguranças passeando e pessoas dizendo para não dar ouvidos a elas. Você pode! Você consegue! Reaja! Se joga! Viva!
É estranho. É estranho se olhar no espelho e ver coisas tão diferentes do que se sente. É estranho ouvir pessoas falando a seu respeito coisas que sequer passam pela sua cabeça!
É triste. É triste olhar ao redor e não ver absolutamente nada e nem ninguém que eu gostaria de ver neste momento. É triste achar que o mundo está errado e que você é a única pessoa certa.
Mas é bom. É bom ver as pessoas que eu amo felizes. É bom sentir as sutilezas das mudanças internas e externas do meu mundo. É bom saber sorrir quando as coisas não estão bem. É bom sentir-se amada, querida, necessária. É bom ver as sementes que plantamos dar bons frutos. É bom sentir o vento da mudança…
A vida é uma coisa engraçada. Outro dia eu ouvi alguém dizer que sempre que vemos um espetáculo, não estamos com a alma aberta para apreciá-lo, mas sim para o erro das pessoas. Estamos sempre esperando que as bailarinas deixem de se sincronizar, que os atores errem suas falas ou que os cantores desafinem. E é verdade. O engraçado é que a gente vive assim também. Quando estamos felizes demais, sempre ficamos com medo de acabar a sensação ou estamos céticos demais para acreditar que aquela felicidade realmente existe. Por que nós somos assim? Por que esperamos sempre as coisas ruins acontecerem para vermos o quanto éramos felizes ou para passarmos a dar valor a coisas tão importantes, mas que sempre nos passavam batidos? Por que nunca aprendemos as lições quando as coisas estão bem? Sempre precisamos sofrer, levar um tapa na cara para acordar…
Tantas perguntas, tantas respostas…
É isso o que está pedindo pra sair. E saiu.
É. Eu não sei sobre o que escrever hoje. Mas queria escrever alguma coisa.
Eu agradeço a todos aqueles que riram e que tentaram levantar minha auto-estima quando eu postei as evidências do meu pé-frio no post sobre esportes, mas não há como negar, meus caros amigos.
Aos 10 anos, me pressionaram a escolher uma Escola de Samba pra torcer, como toda boa carioca. Na época eu me simpatizava pela Beija-Flor, mas confesso que me interessei pelo Salgueiro por métodos não muito confiáveis: foi a escola vencedora em 1993.
De lá pra cá, eu fiz de tudo pra ver os desfiles do Salgueiro. Se era muito tarde, eu tentava assistir à reprise, mas fazia questão de ver ao menos a comissão de frente. E acompanhava avidamente as apurações, torcendo, sofrendo e gritando. O que passou a acontecer? Beija-Flor foi campeã não sei quantas mil vezes e Salgueiro nadica de nada!
Ano passado foi a primeira vez que fiquei longe de tudo isso! Fui a um retiro espiritual e não tive contato nenhum com Carnaval ou nada disso. Adivinhem o que aconteceu! Salgueiro ficou em segundo lugar! Tudo bem. Até aí nada demais! Poderia ser uma coincidência. Afinal, em 1994, também ficou por um fio!
Mas eis que, em 2009, eu me rebelei! Chamei meus amigos e passamos todo o Carnaval assistindo “Damages”! Não quis saber de desfiles, de apuração, de coisa nenhuma! E adivinhem só! Salgueiro saiu vencedor!!!!!
Vencedor!! Primeiro lugar!!!
E aí? A que conclusão vocês chegam senão a de que sou uma grande pé-frio?????
Ps. Parabéns ao Salgueiro!!!