Oi, gente! Finalmente dei as caras por aqui de novo, né?

Eu sei, eu sei… Não dá pra deixar o blog assim. E já prometi quatrocentas mil vezes que não faria isso de novo, mas sabem como é a vida, né? Nem comemorei o aniversário de 2 aninhos do Bonde.

Mas algumas coisas andam meio chatas por aqui e ultimamente meu único afazer tem sido a leitura. Aliás, é sobre isso que vim escrever pra vocês: livros.

Como sempre atrasadíssima e desconfiando de que todos os outros blogueiros já comentaram sobre a Saga Crepúsculo, agora é minha vez. Finalmente acabei de ler os quatro livros. Eu não pretendia comprar, mas ganhei  no Natal e resolvi ler, afinal, tinha gostado dos filmes. Agora vamos ao que interessa.

Abri o primeiro livro, “Crepúsculo” cheia de expectativas. E foi um porre.  Gente, que menina chata era essa Bella Swan! Cheia de dramalhões mexicanos, birrinhas e biquinhos de adolescente! Aff! É claro que ela é uma adolescente, porém, estranhei ver esse tipo de coisa de uma garota descrita como “adulta”. Estava esperando que ela cruzasse os braços e batesse os pés chorando e berrando em algum trecho da história. Fora aqueles exageros de amor maluco que eu nunca vi igual! “Edward fazia parecer um anjo de Botticelli parecer um gárgula”. Juro que gritei um PQP nessa parte e quase larguei o livro. Mas fui forte e terminei o livro, mais por curiosidade para ver a fidelidade do filme em relação ao livro do que por estar gostando. Aliás, o filme é bem fiel, exceto de que ela é mais bacana, chegando até a ser engraçada e o filme não tem 25% daquele mel do livro. E foi a primeira vez que gostei mais de um filme do que de um livro. Verdade! O livro é monótono. Só acontece verdadeiramente alguma coisa quase no final, mas engoli porque sei o quanto é difícil escrever o primeiro livro de uma saga. Mas achei muito dramático e não estava gostando do tom da narrativa.

O segundo livro, “Lua Nova” foi INSUPORTÁVEL! Apesar de ter gostado da parte dos lobisomens, do relacionamento dela com Jacob e me apaixonar pelo lobo-adolescente, a história é narrada pela Bella, que estava ainda mais chata, sofrendo porque Edward foi embora, sentindo dores físicas e todo aquele drama! Aliás, Bella é virginiana e todos sabemos que virginianas não sofrem daquele jeito! A ponto de se revirar na cama gritando por causa dos pesadelos… Ah, tenha dó! No filme eu tive a impressão de que ela sempre sonhava em ver Edward morrendo, por isso os gritos. Mas no livro diz que ela sonhava com o “nada” e gritava por causa disso. Me poupe! Fora o comportamento “altamente maduro” dela de querer quebrar a promessa de Edward e se meter em apuros só porque ele quebrou uma promessa também. Como disse, não vou dizer que detestei “Lua Nova” por causa dos lobisomens, mas foi o pior deles. Várias vezes xinguei a chata da protagonista e tive que conter impulsos de jogar o livro na parede.

E então, quando eu já estava totalmente descrente da série, peguei “Eclipse”. E aí sim eu gostei! Não vou dar nenhum spoiler, mas posso dizer que só não daria nota 10,0 para o livro porque ele começa muito monótono – mesmo! Dava vontade de dormir nas primeiras páginas – e porque eles demoram muito pra tirar conclusões lógicas. Como autora, eu sei que é difícil esconder alguma coisa do leitor e revelar somente nos momentos certos. É bem complicado mesmo evitar que eles descubram o que você quer esconder. Mas… Tem coisas que… Bem, deixe pra lá! Do meio pro fim, “Eclipse” me prendeu. Li mais de 200 páginas em uma tarde. Aliás, foi o livro que eu li mais rápido. Foi bem interessante e mal posso esperar para ver o filme que, dificilmente, será melhor do que o livro. Gostei das situações, dos diálogos, da história! Gostei mesmo… Aliás, não consegui fazer associação alguma daquela fitinha que aparece na capa do filme com a história. Alguém pode me explicar? Não captei a mensagem…

Aí, animada, peguei “Amanhecer”. O começo, devido à história, eu esperava que tivesse o mesmo tom meloso e dramático que “Crepúsculo”. Mas aqui tenho que dizer que a Stephenie Meyer conseguiu encontrar um equilíbrio na narrativa, colocando os sentimentos de amor na medida certa, enquanto os mesclava com o desejo do casal. De repente, acontece algo inesperado. E aí Jacob começa a narrar a história – e ficou MUITO melhor de ler na perspectiva dele! -, depois um outro livro de Bella e o final da Saga. Devo dizer que “Amanhecer” foi o meu livro preferido. Gostei do final – previsível, by the way, mas gostei. O grande confronto foi bem escrito, nada que pudesse me decepcionar. Apenas mais uma vez a demora para as conclusões lógicas, mas foi muito bom. Achei que a autora acertou e também não posso esperar para ver o filme. Aliás, ouvi dizer que “Amanhecer” serão dois filmes, né? Alguém já ouviu falar sobre isso? Particularmente eu acho que não haveria necessidade, mas não trabalho em Hollywood… hehehe…

Bom, olhando a saga completa, como um todo, a história do triângulo amoroso entre uma humana, um vampiro e um lobisomem é bem bacana. Gostei, apesar de ter dispensado facilmente “Lua Nova” e boa parte de “Crepúsculo”. Esperava que algumas coisas fossem explicadas, mas ao final entendi o ponto da autora. Quem não gosta de romance água-com-açúcar, não se dê ao trabalho de ler e, contrariando toda a minha existência, um conselho para os curiosos: assistam “Crepúsculo” e “Lua Nova” no cinema e só leiam “Eclipse” e “Amanhecer”. É melhor assim!

Bem, provavelmente a minha próxima resenha será “A Laranja Mecânica” de Anthony Burguess. Peguei hoje pra ler e vou adiantando que é difícil de entender porque o autor inventou várias gírias. Mas gostei das primeiras páginas pelo menos. O filme é um clássico, o livro também é considerado um, mas assim que terminar veio falar dele pra vocês.

Beijocas e bom Carnaval a todos! O meu vai ser ótimo ao lado do inteligente e mau Alex.

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