Já que mudei o dia do meu Evangelho no Lar, resolvi mudar aqui também a mensagem da semana. Será agora aos Domingos, para que vocês comecem a semana com uma boa mensagem para refletir. E a de hoje é lindíssima e é uma história real.
A Força da Fé
“Quando o amor e a fé estão juntos, não existem limites para a esperança”…
“Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:
‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’.
Houve, nesta época, um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções existentes na cidade.
O homem, no momento do terremoto, estava numa estrada. Ao ver o ocorrido, correu para a casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho, nesta hora, estava na escola.
Foi imediatamente para lá e chegando, encontrou-a totalmente destruída. Não restou uma única parede em pé.
Tomado de uma enorme tristeza e desespero, ficou ali ouvindo, no seu íntimo, a voz feliz de seu filho e sua promessa:
‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’.
Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam. Mentalmente percorreu inumeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando a sua mãozinha. O portão (que não mais existia), corredor, olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava ao corredor e o olhava ao entrar na sala.
Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão, corredor, virou à direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa: ‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado’. E ele não estava lá na hora do terremoto.
Começou a cavar som as mãos. nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo dizendo:
-Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
Ao que ele retrucava:
-Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrevivido ninguém. Havia outros locais com mais esperança.
Mas este homeme não esquecia sua promessa ao filho e a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
-Você vai me ajudar?
Mas eles também o abandonavam.
Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa.
-Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram ajudá-lo, pois continua havendo explosões e incendios. Ele retrucava:
-Você vai me ajudar?
-Você está cego pela dor e não encherga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.
-Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.
Cinco, dez, vinte e quatro, trinta horas se passaram. Já exausto dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que, ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
-Pai… estou aqui!
Exultante e feliz, o pai teve um descontrole de alegria e fazia mais força para abrir uma vão maior e perguntou:
-Filho, você esta bem?
-Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
-Tem mais alguém com você?
-Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.
Apenas conseguia-se ouvir seus gritos de alegria.
-Pai, au falei a meus amigos que podiam ficar sossegados, pois meu pai iria nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora: “Haja o que houver, meu pai estará sempre a meu lado.”
-Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
-Não deixe eles saírem primeiro. Eu sei que “haja o que houver, você estará me esperando!
LEGRAND. Códigos Eternos – Caminhos e atalhos para aqueles que buscam felicidade e
equilíbrio. 3ª Edição, Editora Soler. Belo Horizonte, 2007.
One Response for "Mensagem da Semana – 7ª Edição"
Que bacanaa este post! Preciso aparecer mais vezes por aqui… caramba, bom demais!
Aliás, sempre é mto bom te ler!
Saudade dos tempos em que não dizia ‘saudade dos tempos..’ ehehhe te adoro e amo muito, por mais q eu seja uma nanica sumida, ausente e desnaturada haiahiahuah
Beijooooo e se cuida!
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