Sei que tem muita gente preocupada comigo, então hoje eu gostaria de tentar despreocupar…

Eu ando meio quieta, ando meio calada, até mesmo distante, mas isso faz parte do processo de reflexão. E é isso o que está acontecendo comigo ultimamente. Estou refletindo. Refletindo sobre minha vida, minhas atitudes, meus relacionamentos…

Quem me conhece sabe que estou incansavelmente à procura da perfeição. E muitas vezes eu sofro por não ser perfeita. Sofro pelos meus defeitos, por fazer as pessoas sofrerem, por não ser quem eu gostaria de ser, por não fazer o que gostaria de fazer… Mas a boa notícia é que estou conseguindo me entender comigo mesma. Minha ficha anda caindo, estou um pouco mais tranqüila e já chegando ao estágio das conclusões de que tudo depende de mim, unicamente de mim. Estou descobrindo que lá no fundinho da minha alma existe uma força que eu não conhecia e uma chama de esperança que nunca se apaga, mesmo quando os ventos são fortes… E descobrindo também, como disse uma amiga minha, que tudo faz parte do processo de crescimento e amadurecimento a que passamos para nos adaptar à nova vida e que nem sempre a adaptação é agradável, mas dolorosa.

Hoje consigo entender o Renato Russo quando disse que “o pra sempre, sempre acaba”. Sim, esta é a vida. Nada dura pra sempre. Pessoas vêm e vão… Sentimentos vêm e vão… A única coisa que fica são os aprendizados, as experiências que tiramos, afinal, nós somos o reflexo do que fizemos com as coisas que vivemos.

E o que eu fiz com o que me aconteceu? Será que tirei as melhores lições? Será que deveria ter pensado melhor? Será que aprendi direito? Não sei. Só o tempo será capaz de dizer. Mas eu acredito que essa vontade que tenho de fazer as coisas certas já seja um grande passo. Um enorme passo!

Querem saber se aconteceu algo que me fez pensar nessas coisas? Não, nada específico me aconteceu. Eu somente passei a observar melhor as coisas. A refletir na vida, no futuro. Fiquei pensando se as pessoas ao meu redor, que fazem parte da minha vida, seja na real ou aqui, na virtual, são realmente sinceras em suas palavras, seus sentimentos. Uma coisa que aprendi com o Ted (o personagem do meu livro) foi jamais acreditar nas palavras, apenas nas atitudes das pessoas. E acho que foi isso o que me quebrou. Vi que nem sempre as atitudes das pessoas condizem com suas palavras. E antes que eu pudesse pôr a culpa no mundo, me perguntei se as minhas atitudes condizem com as minhas palavras, com os meus sentimentos.

É… Quantas vezes nós não dizemos que não gostamos de pessoas assim ou assado e não percebemos que somos pessoas assim ou assado? Antes de olhar pro próximo, antes de julgar, olhe pra dentro de si, julgue a si mesmo! Eu sempre me entitulei sincera e honesta, mas uma pessoa politicamente correta pode ser chamada de sincera? Alguém que compra um ingresso para o cinema com a carteirinha de estudante de outra pessoa pode ser chamada de honesta?

São essas as perguntas que me invadem ultimamente. E têm me feito sofrer um pouco. Mas como já disse antes, tudo faz parte do processo de crescimento, de amadurecimento. Eu tenho certeza de que qualquer coisa que eu fizer de agora em diante, meu primeiro pensamento será: estou sendo condizente com meus sentimentos, pensamentos e princípios?

É isso. Quero pedir desculpas por não estar mais colocando dicas aqui, coisas bacanas que vejo na internet ou artigos sobre saúde e meio-ambiente, como é a proposta do blog. Mas o Bonde trilha os meus caminhos, inclusive os da minha alma. E no fundo eu sei que quando tudo isso passar, eu estarei mais forte, mais determinada, mais madura e mais preparada para a vida que me espera.

Um grande beijo a todos!
:*

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